Sobre

Aviso

Este medicamento é de uso humano, porém com literatura técnica que baseia seu uso na medicina veterinária. O uso de suas informações é de responsabilidade do médico veterinário.

Princípio(s) Ativo(s)

  • Cloranfenicol

Classificaçāo

Antibiótico

Receita

Controle Especial - Humano

Espécies

Cães e Gatos

INFORMAÇÕES AO CLIENTE

Não deve ser utilizado em animais produtores de alimentos. Não utilize sem acompanhamento de um médico veterinário.

NÃO PODE SER UTILIZADO EM HUMANOS.

O cloranfenicol causa anemia aplásica em humanos, em caso de ingestão acidental procure atendimento médico.

Apresentações e concentrações

Apresentações e concentrações

  • - Cloranfenicol 250 mg, drágea
  • - Cloranfenicol 500 mg, drágea
  • - Cloranfenicol Injetável 1 g, frasco-ampola
  • - Quemicetina 250 mg, drágea
  • - Quemicetina 500 mg, drágea
  • - Quemicetina 156 mg / 5 mL, xarope
  • - Quimicetina succinato 250 mg, drágea
  • - Quimicetina succinato 500 mg, drágea
  • - Quimicetina succinato 156 mg / 5 mL, xarope

Indicações e contraindicações

INDICAÇÕES

Infecções do trato gastroentérico, respiratório e urogenital.

CONTRAINDICAÇÕES / PRECAUÇÕES

Gatos tem maior probabilidade de desenvolver anemia aplásica e depressão da medula óssea. Recomenda-se cautela para essa espécie.

EFEITOS ADVERSOS

Em humanos causa anemia, leucopenia, trombocitopenia e aplasia de medula óssea.

Gatos frequentemente podem apresentar: vômito, diarreia e desidratação.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

Evitar o uso em gestantes e lactantes. Pode causar morte fetal.

SUPERDOSAGEM

A intoxicação é dose-dependente caracterizada por discrasias sanguíneas e depressão de medula.

Gatos por apresentarem dinifuldade da metabolização hepática do fármaco, são mais propensos à intoxicação.

Animais que já apresentem alterações hepáticas podem apresentar risco maior de intoxicação.

Administração e doses

Via(s)

IV

Oral

SC

Videos da(s) via(s)

FREQUÊNCIA DE UTILIZAÇÃO

- Via Oral: 8 / 8 horas;

- Vias Subcutânea, Intravenosa: 12 / 12 horas.

DURAÇÃO DO TRATAMENTO

Vias Subcutânea, Intravenosa: 7 - 10 dias.

Caninos e Felinos

Via oral

Cães e Gatos

45 - 60 mg / kg

calcular

Felinos

Via injetável

Gatos

13 - 20 mg / kg

calcular

OBSERVAÇÕES

Tratamentos prolongados (mais que 10 dias) apresentam chances de discrasias sanguíneas.

Interações medicamentosas

Anticoagulantes

Tipo de Interação

Sinergismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico aumentado do anticoagulante, com possibilidade de sangramento

Mecanismo de Ação

Inibição do metabolismo dos Anticoagulantes

Conduta

Evitar o uso

Cianocobalamina (Vit. B12)

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeitos hematológicos da vitamina B12 diminuidos

Mecanismo de Ação

Desconhecido

Conduta

Considerar outro antibiótico

Eritromicina

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito teraêutico diminuido da Eritromicina

Mecanismo de Ação

Competição por ligação

Conduta

Ajustar doseObservações:

Fenobarbital

Tipo de Interação

Sinergismo/Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico aumentado ou diminuido do Cloranfenicol

Imipenem

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico diminuido do Imipenem

Conduta

Evitar o uso

Marbofloxacina

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico diminuido de ambas as subst.

Conduta

Ajustar dose

Penicilinas

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico diminuido das Penicilinas

Mecanismo de Ação

Desconhecido

Conduta

Considerar outro antibiótico

Piridoxina

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico diminuido da Piridoxina

Mecanismo de Ação

Aumento da excreção renal

Conduta

Ajustar dose

Subst. Hipoglicemiantes

Tipo de Interação

Sinergismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito hipoglicemiante aumentado

Mecanismo de Ação

Inibição do metabolismo hepático dessas subst.

Conduta

Monitorar glicemia, ajustar dose

Sulfato Ferroso

Tipo de Interação

Sinergismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico aumentado do Sulfato Ferroso

Mecanismo de Ação

Diminuição da depuração do Ferro e da eritropoiese devido à toxicidade direta do cloranfenicol sobre da medula óssea

Conduta

Considerar outra terapia antimicrobiana

* Aviso Legal - Interações Medicamentosas - O Aplicativo Vet Smart contém informações de interação medicamentosas em geral, que foram levantadas por pesquisa realizada pelo próprio Vet Smart, de modo que as informações médicas e sobre medicamentos não é um aconselhamento médico veterinário e não deve ser tratado como tal. Portanto, a Vet Smart não garante nem declara que a informação sobre tratamentos médicos veterinários ou interações medicamentosas do Aplicativo Vet Smart: (A) estará constantemente disponível, ou disponíveis a todos; ou (B) são verdadeiras, precisas, completas, atuais ou não enganosas.

Farmacologia

FARMACODINÂMICA

O cloranfenicol age inibindo a síntese proteica microbiana através da interação com a peptidiltransferase. Impedindo a ligação com o substrato aminoácido, ocorre a inibição da ligação peptídica.

Pelo fato de os ribossomas das mitocôndrias dos mamíferos se assemerarem aos ribossomas bacterianos, o cloranfenicol pode interferir na síntese protéica nesses animais (PAPICH e RIVIERE, 2013; PAES, 2012).

FARMACOCINÉTICA

O cloranfenicol pode ser administrado em animais tanto por via oral quanto parenteral, apresentando em ambos os casos, boa absorção.

O cloranfenicol é amplamente distribuído pelos tecidos nos animais, tem a capacidade de atravessar a barreira hematoencefálica e atinge concentrações satisfatórias em locais como sistema nervoso central, coração, pulmão, olho, saliva, fígado e baço.

Sua ampla distribuição nesses tecidos pode ser associada ao seu tamanho de molécula reduzido, baixa ligação proteica e lipossolubilidade elevada (PAPICH e RIVIERE, 2013; PAES, 2012).

Quando utilizado em formulações de pomadas oftálmicas também pode ser absorvido e apresentar efeitos sistêmicos.

CONSIDERAÇÕES LABORATORIAIS

A diminuição da quantidade de neutrófilos, linfócitos, reticulócitos e plaquetas são sinais de intoxicação causados pelo cloranfenicol.

EFEITOS ADVERSOS

Em humanos causa anemia, leucopenia, trombocitopenia e aplasia de medula óssea.

Gatos frequentemente podem apresentar: vômito, diarreia e desidratação.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

Evitar o uso em gestantes e lactantes. Pode causar morte fetal.

SUPERDOSAGEM

A intoxicação é dose-dependente caracterizada por discrasias sanguíneas e depressão de medula.

Gatos por apresentarem dinifuldade da metabolização hepática do fármaco, são mais propensos à intoxicação.

Animais que já apresentem alterações hepáticas podem apresentar risco maior de intoxicação.

MONITORAMENTO

Monitorar sinais de discrasias sanguíneas, principalmente em gatos.

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Referências Bibliográficas

BRASIL. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Instrução normativa nº 9, de 27 de junho de 2003.

PAES, A.C. Cloranfenicol. In: BARROS, C. M. e DI STASI, L. C. Farmacologia veterinária. Manole. Barueri-SP, 2012.

PAPICH, M. G. e RIVIERE J. Cloranfenicol e derivados, macrolídeos, lincosamidas e antimicrobianos diversos. In: ADAMS, H. Richard. Farmacologia e terapêutica em veterinária / editoria de H. Richard Adams; [tradução Cid Figueiredo]. - Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013.