Sobre

Aviso

Este medicamento é de uso humano, porém com literatura técnica que baseia seu uso na medicina veterinária. O uso de suas informações é de responsabilidade do médico veterinário.

Princípio(s) Ativo(s)

  • Apomorfina

Classificaçāo

Emético

Receita

Receita Amarela ou A

Espécies

Cães

Apresentações e concentrações

Apresentações e concentrações

  • - Apomorfina, Indisponível no Brasil

Indicações e contraindicações

INDICAÇÕES

É um opioide obtido a partir da exposição da morfina ao ácido clorídrico, principal emético de ação central. É usado em cães e gatos em situações de intoxicação pela ingestão de agentes tóxicos (SPINOSA, 2006).

CONTRAINDICAÇÕES / PRECAUÇÕES

A apomorfina é potencialmente tóxica em gatos e sua eficácia nessa espécie é questionável (ANDRADE & CAMARGO, 2008).

Os eméticos, de maneira geral, são contraindicados a pacientes hipóxicos, dispneicos, incapazes de deglutir, hipovolêmicos ou comatosos. Não devem ser administrados a pacientes que tenham ingerido ácidos ou álcalis fortes, pois o conteúdo do vômito pode causar mais lesões ao esôfago, farinte e mucosa oral.

EFEITOS ADVERSOS

O efeito adverso mais comum são vômitos prolongados. A apomorfina pode causar depressão do sistema nervoso central, esse efeito é mais eficidente e frequente em felinos, razão pela qual seu uso na espécie deve ser cautelosa. A reversão pode ser feita com naloxona.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

Não há informações sobre os efeitos da apomorfina em fêmeas gestantes ou lactantes.

SUPERDOSAGEM

Pode ocorrer excitação, inquietação, depressão do SNC, depressão cardiorrespiratória

Administração e doses

Via(s)

SC

IM

IV

Oral

Videos da(s) via(s)

Doses

Recomendado

Cães

04 - 08 mg / kg

calcular

OBSERVAÇÕES

Se não ocorrer o vômito após a administração, não se aconselha administrar doses repetidas, pois provavelmente serão ineficazes e aumentarão as chances de efeitos adversos.

Interações medicamentosas

Observações da interação

Fármacos com efeito antidopaminérgico podem antagonizar o efeito da apomorfina, por exemplo, fenotiazinas.

* Aviso Legal - Interações Medicamentosas - O Aplicativo Vet Smart contém informações de interação medicamentosas em geral, que foram levantadas por pesquisa realizada pelo próprio Vet Smart, de modo que as informações médicas e sobre medicamentos não é um aconselhamento médico veterinário e não deve ser tratado como tal. Portanto, a Vet Smart não garante nem declara que a informação sobre tratamentos médicos veterinários ou interações medicamentosas do Aplicativo Vet Smart: (A) estará constantemente disponível, ou disponíveis a todos; ou (B) são verdadeiras, precisas, completas, atuais ou não enganosas.

Farmacologia

FARMACODINÂMICA

Potente agonista de receptores dopaminérgicos, atuando na zona deflagradora dos quimiorreceptores (SPINOSA, 2006). A zona deflagradora ou zona de gatilho, fica próxima aos núcleos vagais na área postrema e é sensível a estímulos químicos (ANDRADE & CAMARGO, 2008).

FARMACOCINÉTICA

Pode ser administrada por diferentes vias; o vômito ocorre em cerca de 2 a 3 minutos, podendo continuar por cerca de 5 a 15 minutos. Seu alto metabolismo hepático diminui sua eficácia quando administrada por via oral. Tem alta porcentagem de ligação nas proteínas plasmáticas e seu metabolismo acontece através de diversas vias enzimáticas. A complexidade dos processos de absorção, distribuição e eliminação da apomorfina deve contribuir para a variabilidade de seus efeitos clínicos (LE WITT, 2004).

EFEITOS ADVERSOS

O efeito adverso mais comum são vômitos prolongados. A apomorfina pode causar depressão do sistema nervoso central, esse efeito é mais eficidente e frequente em felinos, razão pela qual seu uso na espécie deve ser cautelosa. A reversão pode ser feita com naloxona.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

Não há informações sobre os efeitos da apomorfina em fêmeas gestantes ou lactantes.

SUPERDOSAGEM

Pode ocorrer excitação, inquietação, depressão do SNC, depressão cardiorrespiratória

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Referências Bibliográficas

ANDRADE, S. F; CAMARGO, P. L. Terapêutica do sistema digestivo. In: ANDRADE, S. F. Manual de terapêutica Veterinária, 3 ed. São Paulo: Editora Roca, 2008, 912 p.

BRAGA, P. Q. Papel da corticosterona na aquisição dos processos de condicionamento e sensibilização comportamental induzidos por administrações sistêmicas de apomorfina em ratos. Dissertação (mestrado) - Produção Animal, Universidade Estadual do Norte Fluminense, Campo dos Goytacazes, 2004.

LEWITT, P. A. Subcutaneously administered apomorphine pharmacokinetics and metabolism. Neurology, 62:8-11. 2004

MADDISON, J. E. et al. Farmacologia clínica de pequenos animais. 2. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010.

SPINOSA, H. S. Medicamentos que interferem nas funções gastrointestinais. In: SPINOSA H. S. et al. Farmacologia Aplicada à Medicina Veterinária. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006.