Sobre

Aviso

Este medicamento é de uso humano, porém com literatura técnica que baseia seu uso na medicina veterinária. O uso de suas informações é de responsabilidade do médico veterinário.

Princípio(s) Ativo(s)

  • Buprenorfina

Classificaçāo

Analgésico Opióide

Receita

Receita Amarela ou A

Espécies

Cães e Gatos

INFORMAÇÕES AO CLIENTE

Em felinos, o uso de opióides para tratamentos crônicos causa midríase e ficam mais susceptíveis a queda tanto pela sedação, como pelo distpurbio visual.

Não faça uso deste medicamento sem orientação Médica. Opioides são hipnoanalgésicos e o uso indevido pode causar dependência química.

ARMAZENAMENTO

Conservar em local seco, entre 15°C e 30°C, ao abrigo da luz solar direta e fora do alcance de crianças e animais domésticos.

Apresentações e concentrações

Apresentações e concentrações

  • - Buprenorfina 0,3 mg, ampola

Indicações e contraindicações

INDICAÇÕES

A buprenorfina é um opióide semi-sintético, derivado da tebaína, com ação agonista parcial nos receptores mu. Hipnoanalgésico que alivia a dor, de leve à moderada, associada a procedimentos cirúrgicos abdominais, torácicos, ortopédicos, bem como na histerectomia (GÓRNIAK, 2006). Possui período de latência mais longo que os demais opióides; sua duração de ação é em torno de 8 a 12 horas. O uso em felinos tem resultados bastante conflitantes na literatura, pois é frequente a ocorrência de insucessos no tratamento (FANTONI & CORTOPASSI, 2008).

CONTRAINDICAÇÕES / PRECAUÇÕES

É contraindicado a pacientes com hipersensibilidade conhecida ao princípio ativo, pacientes com histórico de função respiratória comprometida. Uso cauteloso em pacientes com insuficiência cardíaca, idosos, hepatopatias.

EFEITOS ADVERSOS

Entre os efeitos adversos mais observados encontram-se sedação, depressão respiratória, bradicardia, retenção urinária e alguns efeitos gastrointestinais, como vômito, náusea, constipação, sialorreia.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

O uso seguro durante a gestação e lactação não foi estabelecido, embora não existam relatos de problemas fetais relacionados. A avaliação do clínico quanto aos benefícios e riscos do tratamento é fundamental. Em alguns estudos experimentais se menciona a diminuição na produção de leite após administração de buprenorfina, o que pode ser um problema após a cesárea.

SUPERDOSAGEM

A superdosagem ou o uso frequente de opióides pode aumentar os efeitos adversos, colocando em risco a vida do paciente quando há depressão respiratória, hipotensão ou bradicardia; pode haver também sonolência e alterações de comportamento.

Administração e doses

Via(s)

IM

IV

Videos da(s) via(s)

FREQUÊNCIA DE UTILIZAÇÃO

8/8 horas

12/12 horas

Doses

Recomendado

Cães

0,005 - 0,02 mg / kg

calcular

Gatos

0,01 - 0,03 mg / kg

calcular

OBSERVAÇÕES

A administração IV deve ser feita de maneira lenta, seguindo os procedimentos de assepsia e utilização de seringas e agulhas descartáveis.

Interações medicamentosas

Anestésicos gerais

Tipo de Interação

Sinergismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Depressão do SNC

Mecanismo de Ação

Potencialização e sinergismos das ações farmacológicas

Conduta

Evitar o uso

Antihistamínicos

Tipo de Interação

Sinergismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Depressão do SNC

Mecanismo de Ação

Potencialização e sinergismos das ações farmacológicas

Conduta

Evitar o uso

Benzodiazepínicos

Tipo de Interação

Sinergismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Depressão do SNC

Mecanismo de Ação

Potencialização e sinergismos das ações farmacológicas

Conduta

Evitar o uso

Fenotiazina

Tipo de Interação

Sinergismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Depressão do SNC

Mecanismo de Ação

Potencialização e sinergismos das ações farmacológicas

Conduta

Evitar o uso

Tramadol

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico diminuido da Buprenorfina

Conduta

Evitar o uso

* Aviso Legal - Interações Medicamentosas - O Aplicativo Vet Smart contém informações de interação medicamentosas em geral, que foram levantadas por pesquisa realizada pelo próprio Vet Smart, de modo que as informações médicas e sobre medicamentos não é um aconselhamento médico veterinário e não deve ser tratado como tal. Portanto, a Vet Smart não garante nem declara que a informação sobre tratamentos médicos veterinários ou interações medicamentosas do Aplicativo Vet Smart: (A) estará constantemente disponível, ou disponíveis a todos; ou (B) são verdadeiras, precisas, completas, atuais ou não enganosas.

Farmacologia

FARMACODINÂMICA

O efeito de um determinado opióide depende da afinidade que este possui pelo receptor específico; agentes com afinidade a diferentes receptores produzem vários efeitos clínicos. Conhecem-se 4 receptores opióides: um, kappa, sigma e delta. Assim a ligação ao receptor mu desencadeia analgesia, depressão respiratória, diminuição da motilidade do trato gastro intestinal, sedação e bradicardia; a ligação do receptor kappa desencadeia sobretudo, analgesia, sedação e inibição do hormônio antidiurético. A excitação deve-se provavelmente à ligação ao receptor sigma; os efeitos do receptor delta ainda não estão esclarecidos (FANTONI & CORTOPASSI, 2008). Os opióides atuam na maioria das células nervosas, promovendo hiperpolarização, inibição da deflagração do potencial de ação e inibição pré-sináptica da liberação de neurotransmissor. Verifica-se em alguns neurônios despolarização, mas provavelmente este efeito seria indireto, através da supressão de uma determinada via inibitória. A ativação do receptor opióide causa a inibição da adenil-ciclase (GÓRNIAK, 2006).

FARMACOCINÉTICA

A buprenorfina é 30 vezes mais potente que a morfina. Apresenta alta lipossolubilidade, boa absorção sublingual, baixa disponibilidade oral. Apesar de sua meia vida de eliminação ser de 3-4 horas, sua ação dura até 8 horas. Possui períod de latência mais longo que os demais opioides, devendo ser administrada 45 min antes que o efeito analgésico seja requerido. Em geral, buprenorfina e a morfina produzem os mesmos efeitos e efeitos colaterais. A buprenorfina apresenta alta afinidade com receptores MOP e seus efeitos não são totalmente revertidos pelo naloxone.

CONSIDERAÇÕES LABORATORIAIS

A buprenorfina utilizada em associação ao desfluorona, aumenta e hipoventilação e consequentemente altera os resultados da hemogasometria, com quadro de hipercapnia e aumento do nível do bicarbonato plasmático (SOUZA et al., 2005).

EFEITOS ADVERSOS

Entre os efeitos adversos mais observados encontram-se sedação, depressão respiratória, bradicardia, retenção urinária e alguns efeitos gastrointestinais, como vômito, náusea, constipação, sialorreia.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

O uso seguro durante a gestação e lactação não foi estabelecido, embora não existam relatos de problemas fetais relacionados. A avaliação do clínico quanto aos benefícios e riscos do tratamento é fundamental. Em alguns estudos experimentais se menciona a diminuição na produção de leite após administração de buprenorfina, o que pode ser um problema após a cesárea.

SUPERDOSAGEM

A superdosagem ou o uso frequente de opióides pode aumentar os efeitos adversos, colocando em risco a vida do paciente quando há depressão respiratória, hipotensão ou bradicardia; pode haver também sonolência e alterações de comportamento.

MONITORAMENTO

Relata-se dificuldade na titulação de sua dose e efeito teto (alcançada determinada dose, a ação analgésica não é incrementada, apenas os efeitos adversos), bem como risco de depressão respiratória de difícil reversão, características que fazem com que esse agente não seja tão popular na área médica e provavelmente não seja tão utilizado em medicina veterinária (FANTONI & CORTOPASSI, 2008).

Avaliações

Como você avaliaria a performance do produto?

Desempenho do Produto

Muito satisfatório
Satisfatório
Insatisfatório
Muito insatisfatório

Distribuidores

Este produto ainda não tem distribuidores

Referências Bibliográficas

CRUZ, F. S. F. da. Efeitos fisiológicos e sedativo da associação de buprenorfina e xilazina em equinos. Dissertação (mestrado) - Neuropsicofarmacologia. Universidade Federal de Santa Maria, 2008.

GÓRNIAK, S. L. Hipnoanalgésicos e Neuroleptoanalgesia. In: SPINOSA H. S. et al. Farmacologia Aplicada à Medicina Veterinária. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006.

FANTONI, D. T.; CORTOPASSI, S. R. G. Hipnoanalgésicos.In: Andrade SF. Manual de terapêutica veterinária. 3. ed. São Paulo: Roca, 2008.

SOUZA, A. P et al. Efeitos cardiorrespiratórios da buprenorfina em cães anestesiados pelo desfluorano. Ciência Rural, Santa Maria, v.35, n.6, p.1339-1344, nov-dez, 2005

TRIVEDI, M. et al. Farmacologia dos opióides. Departamento de Anestesia, Hospital Hope, Salford, UK. Tradução - Nerone, G. et al.; Hospital Governador Celso Ramos, Sociedade Brasileira de Anestesiologia, Brasil.