Informações

Aviso

Este medicamento é de uso humano, porém com literatura técnica que baseia seu uso na medicina veterinária. O uso de suas informações é de responsabilidade do médico veterinário.

Substância(s) Ativa(s)

Dexmedetomidina

Tipo

Sedativo

Apresentações e concentrações

  • - Dexmedetomidina 500 µg/mL, frasco (10 mL)

INDICAÇÕES

É indicada como sedativo, adjuvante anestésico e analgésico com o objetivo de facilitar a manipulação em exames , procedimentos diagnósticos, tratamentos, limpeza de ouvidos ou dentes e pequenas cirurgias.

CONTRAINDICAÇÕES / PRECAUÇÕES

É contraindicado em animais idosos com problemas cardíacos pré-existentes, animais com choque ou hipersensibilidade conhecida a agonistas α2 adrenérgicos. Usar com cautela em pacientes com doenças respiratórias, hepáticas ou renais.

Espécie de animal

Canino, Felino

Interações

Observações

Não utilizar outros medicamentos que possam provocar a depressão cardíaca. Associar a analgésicos opioides pode aumentar a depressão do sistema nervoso central (SNC).

* Aviso Legal - Interações Medicamentosas - O Aplicativo Vet Smart contém informações de interação medicamentosas em geral, que foram levantadas por pesquisa realizada pelo próprio Vet Smart, de modo que as informações médicas e sobre medicamentos não é um aconselhamento médico veterinário e não deve ser tratado como tal. Portanto, a Vet Smart não garante nem declara que a informação sobre tratamentos médicos veterinários ou interações medicamentosas do Aplicativo Vet Smart: (A) estará constantemente disponível, ou disponíveis a todos; ou (B) são verdadeiras, precisas, completas, atuais ou não enganosas.

Utilização

Via

IV, IM

OBSERVAÇÕES

É recomendado jejum por várias horas antes da administração dos agonistas alfa2 para minimizar a ocorrência de vômito.

ARMAZENAMENTO

Conservar em local seco, entre 15°C e 30°C, ao abrigo da luz solar direta e fora do alcance de crianças e animais domésticos.

INFORMAÇÕES AO CLIENTE

A dexmedetomidina pode ser absorvida através da pele humana intacta; portanto, deve-se evitar a exposição humana.

Canino - Cães

Em associação com outros anestésicos/analgésicos

125 µg / m²

Sem associação com outros anestésicos/analgésicos

375 - 500 µg / m²

Felino - Gatos

Em associação com outros anestésicos/analgésicos

10 µg / m²

Sem associação com outros anestésicos/analgésicos

40 µg / m²

Farmacologia

COMPATIBILIDADE

Não misturar em frasco ou seringa com outros anestésicos.

FARMACODINÂMICA

É um agonista de receptores α2 adrenérgicos localizados pré-sinapticamente, os quais, quando estimulados, impedem a liberação de noradrenalina através da inibição do influxo de íons cálcio na membrana neuronal. A estimulação destes receptores no SNC promove efeito hipotensor e tranquilizante. Outros efeitos observados são: sedação, hipose, relaxamento muscular, analgesia visceral, ataxia e depressão do centro vasomotor.

FARMACOCINÉTICA

Após a administração pelas vias parenterais, os agonistas alfa 2 são rapidamente distribuidos pelos vários tecidos, em particular o SNC e biotransformados. A principal via de eliminação é a renal (SPINOSA & GÓRNIAK, 2006).

EFEITOS ADVERSOS

Vômito é o sinal mais comum. Pode ocorrer também depressão cardiovascular - bradicardia inicial e hipertensão seguida de hipotensão, arritmias; depressão respiratória; diminuição da temperatura corporal.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

Não deve ser usada na gestação e lactação, pois pode induzir ao parto prematuro e diminuir a oxigenação fetal.

SUPERDOSAGEM

A intensidade e a duração dos efeitos são dose-dependentes, entre eles pode observar: bradicardia, bloqueio cardíaco de segundo grau, aumento transitório seguido de queda da pressão arterial, redução da frequencia respiratória e do volume corrente. No caso de dosagem incorreta ou complicações no uso da xilazina, pode-se utilizar o atipamazol, pois é antagonista α2 adreceptores.

CONSIDERAÇÕES LABORATORIAIS

Os agonistas alfa2 podem aumentar os níveis de glicose sanguínea em decorrência dos seus efeitos na secreção de insulina.

MONITORAMENTO

Monitorar os sinais vitais durante a anestesia - a frequência cardíaca, frequência respiratória, pressão sanguínea e o ECG durante a anestesia.

Referências Bibliográficas

MASSONE, F. Anestesiologia Veterinária: Farmacologia e Técnicas. 5ª ed. Editora Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, 2008 p.592

MUIR III W.W.; HUBBELL J. A. Manual de Anestesia Veterinária. 3ª ed. Editora Artmed, Porto Alegre. 2001 p.432.

PAPICH, M. G. Manual Saunders de terapia veterinária. 3ª ed. Elsevier, Rio de Janeiro, 2012

WALLER, S. B. et al. Efeitos colaterais de anestésicos em neonatos de cães e gatos nascidos de cesariana. Acta Veterinaria Brasilica, v.8, n.1, p.1-9, 2014

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