Sobre

Aviso

Este medicamento é de uso humano, porém com literatura técnica que baseia seu uso na medicina veterinária. O uso de suas informações é de responsabilidade do médico veterinário.

Princípio(s) Ativo(s)

  • Sulfassalazina

Classificaçāo

Antibiótico (grupo Sulfas)

Receita

Receita Simples

Espécies

Cães e Gatos

INFORMAÇÕES AO CLIENTE

Informe ao Médico Veterinário a ocorrência de gestação ou lactação durante ou logo após o tratamento.

A interrupção do tratamento e a modificação de dose não devem ser feitas sem a orientação do Médico Veterinário. Os microrganismos são capazes de desenvolver resistência nos casos de subdosagem.

O medicamento só deve ser prescrito por um Médico Veterinário. O uso indiscriminado de antimicrobianos pode ser perigoso para a saúde dos animais.

As embalagens vazias podem ser recicladas ou descartadas no lixo comum após serem inutilizadas.

Continue o tratamento pelo tempo determinado pelo médico veterinário, mesmo se o animal apresentar melhora.

ARMAZENAMENTO

Deve ser armazenado em sua embalagem original, em temperatura ambiente (15°C a 30°C), protegido da luz e umidade e fora do alcance de crianças e animais domésticos.

Apresentações e concentrações

Apresentações e concentrações

  • - Sulfassalazina 500 mg, comprimido
  • - Azulfin 500 mg, comprimido

Indicações e contraindicações

INDICAÇÕES

As sulfas são um grupo de compostos químicos com amplo espectro de ação. Em doses terapêuticas tem ação bacteriostáticas, em doses elevadas, tem ação bactericida. Tem ação contra bactérias gram-positivas e algumas gram-negativas, e ainda alguns parasitas como Toxoplasma sp., Coccidia sp. e Giardia sp. (GÓRNIAK, 2006). A sulfasalazina é indicada especialmente para cães com inflamação no cólon.

CONTRAINDICAÇÕES / PRECAUÇÕES

Não deve ser administrado em animais com hipersensibilidade às sulfonamidas. Usar com cautela em animais com insuficiência hepática ou renal (VIEIRA & PINHEIRO, 2004). Os felinos são mais sensíveis a sulfasalazina, logo deve ser usada com cautela nesses pacientes.

EFEITOS ADVERSOS

As sulfas podem promover reações alérgicas e retardo na cicatrização quando aplicadas topicamente. Bem como outras reações de hipersensibilidade como poliartrite, febre (GÓRNIAK, 2006). Vômito, diarreia, ceratoconjuntivite seca e insuficiência renal em gatos (VIEIRA & PINHEIRO, 2004).

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

Não deve ser administradas a gestantes e lactantes.

SUPERDOSAGEM

A toxicidade aguda é bastante rara e está associada a altas doses ou administração rápida por via parenteral. Alguns sinais são salivação, diarreia, hiperpnéia, excitação, fraqueza muscular e ataxia.

Administração e doses

Via(s)

Oral

Videos da(s) via(s)

FREQUÊNCIA DE UTILIZAÇÃO

12 / 12 ou 24 / 24 horas

DURAÇÃO DO TRATAMENTO

A duração do tratamento varia com a gravidade da infecção, frequentemente usa-se de 5 a 7 dias. No entanto, para casos mais graves a duração fica à critério do Médico Veterinário.

Canino - Cães

Comum

20 - 50 mg / kg

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Casos Crônicos e Refratários - Tratamento de Vasculite

20 - 40 mg / kg

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Felino - Gatos

Comum

7,5 mg / kg

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Doença Inflamatória do Intestino Grosso (SID)

10 - 20 mg / kg

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Doença Inflamatória do Intestino Grosso (BID ou TID)

10 - 20 mg / kg

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OBSERVAÇÕES

A escolha do antimicrobiano deve ser baseada na experiência do clínico, resultados dos testes de sensibilidade e função renal do paciente (CALVERT, 1982). Não exceder 3g/dia.

Interações medicamentosas

Digoxina

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico diminuido da Digoxina

Mecanismo de Ação

Redução da absorção gastrointestinal da Digoxina

Conduta

Ajustar dose

Ácido Fólico

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico diminuido de Ácido Fólico

Mecanismo de Ação

Comprometimento da absorção intestinal de folatos e alteração na hidrólise ou redução de folatos

Conduta

Ajustar dose

* Aviso Legal - Interações Medicamentosas - O Aplicativo Vet Smart contém informações de interação medicamentosas em geral, que foram levantadas por pesquisa realizada pelo próprio Vet Smart, de modo que as informações médicas e sobre medicamentos não é um aconselhamento médico veterinário e não deve ser tratado como tal. Portanto, a Vet Smart não garante nem declara que a informação sobre tratamentos médicos veterinários ou interações medicamentosas do Aplicativo Vet Smart: (A) estará constantemente disponível, ou disponíveis a todos; ou (B) são verdadeiras, precisas, completas, atuais ou não enganosas.

Farmacologia

FARMACODINÂMICA

As sulfonamidas são um análogo estrutural do ácido p-aminobenzóico (PABA), uma substância essencial para síntese do ácido fólico, o qual, por sua vez. Quando em sua forma reduzida, é fundamental para síntese do DNA e RNA bacteriano. Elas atuam como antimetabólito. A viabilidade clínica das sulfonamidas deve-se à sua toxicidade seletiva, não causando efeito tóxico para o hospedeiro. Como se trata de antagonismo competitivo entre as sulfas e o PABA, a alta concentração de um deles desloca o outro (GÓRNIAK, 2006).

FARMACOCINÉTICA

As sulfas são, na maioria das vezes, absorvidas via oral. Atingem concentrações terapêuticas em quase todos os tecidos corpóreos, pois são muito lipossolúveis. Ligam-se a proteínas plasmáticas de forma variável (ANDRADE, 2008). Não atuam em locais ricos em PABA como as infecções piogênicas, ou tecidos necróticos contendo sangue. Distribuem-se amplamente por todos os tecidos do organismo, atravessam a barreira hematoencefálica e placentária. São biotransformadas no fígado e a eliminação se faz por via renal. Algumas sulfas podem ainda ser eliminadas através da saliva, suor e leite (GÓRNIAK, 2006).

CONSIDERAÇÕES LABORATORIAIS

O uso prolongado de sulfas pode provocar alterações hematológicas: anemia aplástica, trombocitopenia e eosinofilia; e alterações urinárias: cristalúria sulfonamídica, ou seja, precipitação das sulfas e seus metabólitos nos túbulos contorcidos renais, causando dor, diminuição da micção, hematúria e cristalúria.

EFEITOS ADVERSOS

As sulfas podem promover reações alérgicas e retardo na cicatrização quando aplicadas topicamente. Bem como outras reações de hipersensibilidade como poliartrite, febre (GÓRNIAK, 2006). Vômito, diarreia, ceratoconjuntivite seca e insuficiência renal em gatos (VIEIRA & PINHEIRO, 2004).

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

Não deve ser administradas a gestantes e lactantes.

SUPERDOSAGEM

A toxicidade aguda é bastante rara e está associada a altas doses ou administração rápida por via parenteral. Alguns sinais são salivação, diarreia, hiperpnéia, excitação, fraqueza muscular e ataxia.

MONITORAMENTO

Deve ser monitorada a eficácia do tratamento, caso não haja melhora do paciente, nova terapia deve ser estabelecida.

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Referências Bibliográficas

ANDRADE, S.F. et al. Quimioterápicos, antimicrobianos e quimioterápicos. In: ANDRADE, S. F. Manual de terapêutica Veterinária, 3 ed. São Paulo:

Editora Roca, 2008, 912 p. .

CALVERT, C. A. Valvular bacterial endocarditis in the dog. Journal of the American Veterinary Medical Association, v. 180, n. 9, p. 1080-1084, 1982.

GÓRNIAK, S. L. Quimioterápicos. In: SPINOSA H. S. et al. Farmacologia Aplicada à Medicina Veterinária. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006.

NEVES, I. V. et al. Fármacos utilizados no tratamento das afecções neurológicas de cães e gatos. Semina: Ciências Agrárias, Londrina, v. 31, n. 3, p. 745-766, jul./set. 2010

VIEIRA, F. C.; PINHEIRO, V. A. Monografias farmacêuticas. In: VIEIRA, F. C.; PINHEIRO, V. A. Formulário veterinário farmacêutico. 1. ed. São Paulo: Pharmabooks, 2004 p