Sobre

Aviso

Este medicamento é de uso humano, porém com literatura técnica que baseia seu uso na medicina veterinária. O uso de suas informações é de responsabilidade do médico veterinário.

Princípio(s) Ativo(s)

  • Acepromazina

Classificaçāo

Sedativo

Receita

Controle Especial - Veterinário

Espécies

Cães e Gatos

INFORMAÇÕES AO CLIENTE

Este medicamento deve ser administrado por profissional habilitado.

ARMAZENAMENTO

Deve ser armazenado ao abrigo de luz, calor intenso e congelamento.

Apresentações e concentrações

Apresentações e concentrações

  • - Acepromazina 10 mg/mL, gotas
  • - Acepromazina 0,20%, solução injetável
  • - Acepromazina 1%, solução injetável

Indicações e contraindicações

INDICAÇÕES

2-acetil-10-(3-dimetilaminopropil) fenotiazina. É o derivado fenotiazínico mais potente e produz sedação em doses relativamente baixas. Pode ser administradada isolada, como sedativo, para procedimentos diagnósticos não dolorosos ou em associação com opioides para diagnósticos e procedimentos cirúrgicos dolorosos menores. Pode ser usada também isolada ou em associação com opióides como medicação pré-anestésica.  Para acalmar animais excitados ou agressivos e para facilitar o manejo em intervenções. Indicado para transporte de animais, pois promove tranquilização, sonolência e atividade antiemética.

CONTRAINDICAÇÕES / PRECAUÇÕES

A acepromazina potencializa a toxicidade de organofosforados, portanto não utilizar para controlar tremores associados a envenenamento por fosforados e em conjunto com ectoparasiticidas organofosforados; Por diminuir o limiar convulsivo, não deve ser administrada em animais epiléticos e nem usada para o controle de convulsões; A administração de adrenalina é contraindicada quando se faz uso da acepromazina, uma vez que os receptores alfa-adrenérgicos estão bloqueados; Quando se empregam anestésicos epidurais, a acepromazina é contraindicada, pois potencializa a atividade hipotensora dos anestésicos locais; A acepromazina é detoxificada no fígado, portanto deve ser empregada com cautela em animais com disfunção hepática ou leucopenia; Hipotensão pode ocorrer após rápida injeção intravenosa, causando colapso cardiovascular. Animais braquicefálicos (em especial cães da raça boxer) podem apresentar síncope ou choque após administração de fenotiazínicos, devido à elevação do tônus vagal e consequente severa bradicardia. Nestes casos, somente se aconselha o uso de fenotiazínicos nestas raças em baixas dosagens ou associados à atropina.

EFEITOS ADVERSOS

Os tranquilizantes são depressores potentes do sistema nervoso central e podem causar sedação seguida de supressão do sistema nervoso simpatomimético. Podem produzir efeito prolongado na depressão ou inativação do sistema motor quando fornecido a animais sensíveis. Sonolência, apatia, excitação paradoxal em animais predispostos, diminuição do limiar convulsivo, hipotermia com participação periférica; bradicardia que pode ser mascarada taquicardia reflexa à hipotensão; em felinos pode diminuir a produção de lágrimas.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

O uso deve ser evitado em fêmeas gestantes

SUPERDOSAGEM

Possui alto índice terapêutico, sendo portanto bastante seguro. No entanto foram reportados efeitos adversos em cães que receberam que receberam 20-40 mg/kg por mais de 6 semanas. Cães sobreviveram a dosagens orais 220 mg/kg, mas superdosagens podem causar hipotensão, depressão do SNC, edema pulmonar e hiperemia (ASPCA Animal Poison Center, 2004)

Administração e doses

Via(s)

IV

SC

Oral

IM

Videos da(s) via(s)

FREQUÊNCIA DE UTILIZAÇÃO

A frequência é ajustada de acordo com o grau anestésico desejado. De modo geral, a dose em mg/kg diminui à medida que aumenta o peso corporal do animal.

Doses

Recomendado

Cães

02 - 05 mg / kg

calcular

Gatos

05 - 0,1 mg / kg

calcular

OBSERVAÇÕES

IMPORTANTE: Não possui efeito analgésico. Não deve ser administrado sem terapia analgésica eficaz em procedimentos dolorosos, pois seus efeitos não permitem a avaliação da dor. Não deve ser usada para o controle de convulsão nem em animais epilépticos. Os reflexos protetores, tais como laríngeos, faríngeos e oculopalpebrais mantêm-se presentes durante o uso dos derivados fenotiazínicos. Sendo assim, nos casos em que pretende-se realizar anestesias inalatórias, recomenda-se utilizar drogas para facilitar a intubação endotraqueal. Hipotensão pode ocorrer após rápida aplicação intravenosa, causando colapso cardiovascular.

Interações medicamentosas

Cloridrato de Procaína

Tipo de Interação

Sinergismo

Grau de Interação

Grave

Efeito Clínico

Potencialização da atividade do Cloridrato de Procaína

Conduta

Incompatível

Organofosforados

Tipo de Interação

Toxicidade

Grau de Interação

Grave

Efeito Clínico

Potencialização da toxicidade do organofosforado

Conduta

Incompatível

Observações da interação

Não utilizar para controle de tremores por envenenamento por fosforados e estricninas

* Aviso Legal - Interações Medicamentosas - O Aplicativo Vet Smart contém informações de interação medicamentosas em geral, que foram levantadas por pesquisa realizada pelo próprio Vet Smart, de modo que as informações médicas e sobre medicamentos não é um aconselhamento médico veterinário e não deve ser tratado como tal. Portanto, a Vet Smart não garante nem declara que a informação sobre tratamentos médicos veterinários ou interações medicamentosas do Aplicativo Vet Smart: (A) estará constantemente disponível, ou disponíveis a todos; ou (B) são verdadeiras, precisas, completas, atuais ou não enganosas.

Farmacologia

COMPATIBILIDADE

A combinação Cetamina, Acepromazina e Xilazina se mostrou estável quando armazenada no escuro em temperatura ambiente durante 180 dias. TAYLOR (2009)

FARMACODINÂMICA

Produz depressão do sistema nervoso central devido à sua ação sobre os centros nervosos inferiores: tálamo, hipotálamo e formação reticular. Apresenta, ainda, propriedades antieméticas, antihistamínicas, anti-espasmódicas e, principalmente, adrenolíticas. Os fenotiazínicos têm pouca atividade analgésica. A atividade principal da acepromazina é o bloqueio dos receptores pós-sinápticos dopaminérgicos mesolímbicos no cérebro.

FARMACOCINÉTICA

Pode ser absorvida pelo trato gastrointestinal e por via parenteral, são amplamente distribuídos pelos tecidos (principalmente fígado, pulmões e encéfalo) sofrendo diferentes processos de biotransformação (oxidação, hidroxilação, conjugação), sendo eliminados pela urina e também pelas fezes.

CONSIDERAÇÕES LABORATORIAIS

A acepromazina como medicação pré-anestésica reduz os valores de Hematócrito de cães, que podem apresentar aumento de tamanho e volume hepático durante o tratamento LOPES (2010). Os valores de VG para cães podem chegar abaixo dos níveis basais de 30min a 2hrs da aplicação de acepromazina. GHAFFARI et al (2010) Observou diminuição significativa na produção de lágrima em felinos clinicamente saudáveis, avaliados através de teste de Schirmer após utilização de acepromazina 0.2mg/kg. A realização do teste de Schirmer é indicada sempre anterior ao uso da acepromazina em felinos.

EFEITOS ADVERSOS

Os tranquilizantes são depressores potentes do sistema nervoso central e podem causar sedação seguida de supressão do sistema nervoso simpatomimético. Podem produzir efeito prolongado na depressão ou inativação do sistema motor quando fornecido a animais sensíveis. Sonolência, apatia, excitação paradoxal em animais predispostos, diminuição do limiar convulsivo, hipotermia com participação periférica; bradicardia que pode ser mascarada taquicardia reflexa à hipotensão; em felinos pode diminuir a produção de lágrimas.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

O uso deve ser evitado em fêmeas gestantes

SUPERDOSAGEM

Possui alto índice terapêutico, sendo portanto bastante seguro. No entanto foram reportados efeitos adversos em cães que receberam que receberam 20-40 mg/kg por mais de 6 semanas. Cães sobreviveram a dosagens orais 220 mg/kg, mas superdosagens podem causar hipotensão, depressão do SNC, edema pulmonar e hiperemia (ASPCA Animal Poison Center, 2004)

MONITORAMENTO

Deve ser monitorado frequência cardíaca, pressão arterial, frequência respiratória e terperatura corporal (especialmente em ambientes com temperatura mais baixa). O grau de tranquilização deve ser avaliado constantemente e se necessário ajustada a dose.

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Referências Bibliográficas

HEARD, D. J.; WEBB, A. I.; DANIELS, R. T. Effect of acepromazine on the anesthetic requirement of halothane in the dog. American journal of veterinary research, v. 47, n. 10, p. 2113-2115, 1986.

GHAFFARI, M. S.; MALMASI, A.; BOKAIE, S. Effect of acepromazine or xylazine on tear production as measured by Schirmer tear test in normal cats. Veterinary ophthalmology, v. 13, n. 1, p. 1-3, 2010.

LOPES, B. F. et al. Radiografia quantitativa hepática de cães tranquilizados com acepromazina. Ciência Rural, v. 41, n. 1, 2010.

LEMKE, Kip A. Lumb & Jones: Anestesiologia e Analgesia Veterinária/Editores William J. Tranquilli, Jhon C. Thurmon, Kurt A. Grimm; Tradução Carlos Augusto Araújo valadão. São Paulo: Rocca, 2013.

TAYLOR, B. J. et al. Beyond-use dating of extemporaneously compounded ketamine, acepromazine, and xylazine: Safety, stability, and efficacy over time. Journal of the American Association for Laboratory Animal Science, v. 48, n. 6, p. 718-726, 2009.