Sobre

Aviso

Este medicamento é de uso humano, porém com literatura técnica que baseia seu uso na medicina veterinária. O uso de suas informações é de responsabilidade do médico veterinário.

Princípio(s) Ativo(s)

  • Eritromicina

Classificaçāo

Antibiótico (grupo Macrolídeos)

Receita

Controle Especial - Humano

Espécies

Cães e Gatos

INFORMAÇÕES AO CLIENTE

A cor da urina pode se apresentar alterada em razão do uso deste medicamento.

Apresentações e concentrações

Apresentações e concentrações

  • - Eritromicina 500 mg, comprimido
  • - Eritromicina 250 mg, comprimido

Indicações e contraindicações

INDICAÇÕES

Antibiótico macrolídeo predominantemente bacteriostático contra infecções por Gram-positivios ou protozoários e procinético.

EFEITOS ADVERSOS

Pode causar efeitos adversos relacionados ao aumento de motilidade provocada pelo medicamento.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

A eritromicina é excretada em grande quantidade no leite.

SUPERDOSAGEM

Apesar da eritromicina ser considerada um medicamento seguro, altas doses podem causar distúrbios gastrointestinais em humanos (vômito, diarréia e desconfortos abdominais (CARVALHO e CARVALHO, 2010).

Administração e doses

Via(s)

Oral

Videos da(s) via(s)

FREQUÊNCIA DE UTILIZAÇÃO

8 / 8 ou 12 / 12 horas

Dose Padrão

Recomendado

Cães e Gatos

10 - 20 mg / kg

calcular

Como Procinético (ANDRADE e CAMARGO, 2008)

Recomendado

Cães e Gatos

0,1 mg / kg

calcular

Interações medicamentosas

Acetato de Metilprednisolona

Tipo de Interação

Sinergismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico do acetato de metilprednisolona exacerbado

Mecanismo de Ação

Diminuição do clearance hepático

Conduta

Ajustar dose

Aminofilina

Tipo de Interação

Sinergismo/Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico aumentado da aminofilina com possível toxicidade. Efeitos terapêuticos diminuidos da eritromicina

Mecanismo de Ação

Inibição do metabolismo da teofilina. Teofilina reduz a biodisponibilidade e aumenta a depuração renal da eritromicina

Conduta

Ajustar dose

Astemizol

Tipo de Interação

Sinergismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico aumentado do astemizol

Mecanismo de Ação

Diminuição do metabolismo do astemizol

Conduta

Evitar o uso

Buspirona

Tipo de Interação

Sinergismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico aumentado da buspirona

Mecanismo de Ação

Diminuição do metabolismo hepático da buspirona

Conduta

Ajustar dose

Ciclosporina

Tipo de Interação

Toxicidade

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico aumentado da Ciclosporina, levando a toxicidade

Mecanismo de Ação

Aumento da velocidade e extensão da absorção da Ciclosporina ou redução do seu volume de distribuição

Conduta

Ajustar dose

Cisaprida

Tipo de Interação

Toxicidade

Grau de Interação

Grave

Efeito Clínico

Aumento da cardiotoxicidade da Cisaprida

Mecanismo de Ação

Inibição do metabolismo hepático da Cisaprida

Conduta

Incompatível

Clindamicina

Tipo de Interação

Toxicidade

Grau de Interação

Grave

Efeito Clínico

Arritmia cardíaca grave, taquicardia ventricular e fibrilação

Mecanismo de Ação

Efeito aditivo no prolongamento do intervalo QT

Conduta

Evitar o uso

Cloranfenicol

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito teraêutico diminuido da Eritromicina

Mecanismo de Ação

Competição por ligação

Conduta

Ajustar dose

Cloridrato de Clindamicina

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico diminuido da Eritromicina

Conduta

Considerar outro antibiótico

Digoxina

Tipo de Interação

Toxicidade

Grau de Interação

Grave

Efeito Clínico

Efeito terapêutico aumentado da Digoxina , resultando em toxicidade

Mecanismo de Ação

Inibição da excreção renal da Digoxina

Conduta

Ajustar dose

Loratadina

Tipo de Interação

Sinergismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico aumentado da Loratadina

Conduta

Ajustar dose

Midazolam

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Depressão do SNC e sedação prolongada

Mecanismo de Ação

Diminuição do metabolismo

Conduta

Evitar o uso

Neostigmina

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico diminuido da Neostigmina

Conduta

Ajustar dose

Teofilina

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico diminuido da Eritromicina

Mecanismo de Ação

Redução da biodisponibilidade e aumento da depuração renal da Eritromicina

Conduta

Considerar outra terapia antimicrobiana

Verapamil

Tipo de Interação

Toxicidade

Grau de Interação

Grave

Efeito Clínico

Aumento da cardiotoxicidade da Eritromicina

Mecanismo de Ação

Aumento da absorção da Eritromicina

Conduta

Evitar o uso

Vimblastina

Tipo de Interação

Toxicidade

Grau de Interação

Grave

Efeito Clínico

Aumento da toxicidade da Eritromicina

Mecanismo de Ação

Inibição do metabolismo da Vimblastina

Conduta

Evitar o uso

* Aviso Legal - Interações Medicamentosas - O Aplicativo Vet Smart contém informações de interação medicamentosas em geral, que foram levantadas por pesquisa realizada pelo próprio Vet Smart, de modo que as informações médicas e sobre medicamentos não é um aconselhamento médico veterinário e não deve ser tratado como tal. Portanto, a Vet Smart não garante nem declara que a informação sobre tratamentos médicos veterinários ou interações medicamentosas do Aplicativo Vet Smart: (A) estará constantemente disponível, ou disponíveis a todos; ou (B) são verdadeiras, precisas, completas, atuais ou não enganosas.

Farmacologia

FARMACODINÂMICA

Os macrolídios são agentes bacteriostáticos que atuam na inibição da síntese proteica de microrganismos procariotas atuando na translocação do ARNt do sítio aceptor de aminoácido.

Os macrolídios se ligam à subunidade 50S ribossômica, o que impede o crescimento da cadeia peptídica no microrganismo.

Seu local de ligação é muito próximo ao do clorafenicol, o que possibilita antagonismo quando administrados em conjunto, porém ao contrário deste, não atravessa a membrana da mitocôndria, portanto não causa supressão da medula óssea (CARVALHO e CARVALHO, 2010; MACDOUGALL e CHAMBERS, 2012; PAPICH e RIVIERE, 2013).

FARMACOCINÉTICA

A eritromicina tem seu potencial antimicrobiano aumentado quando em meio com pH em torno de 8, portanto ambientes ácidos como urina e tecidos necróticos diminuem seu potencial, e o suco gástrico ácido pode ainda inativar sua ação.

Para obter resultados positivos na administração oral, a eritromicina pode ser protegida (cápsulas ou drágeas) até a absorção duodenal.

É amplamente distribuída pelos tecidos, exceto cérebro e líquido cerebrospinal e seu pico de concentração plasmática ocorre em 1 ou 2 horas, podendo variar em função da dificuldade de absorção na presença de alimentos.

Sua concentração nos pulmões é alta, favorecendo o tratamento de infecções respiratórias. A excreção da droga pode ocorrer através da urina, fezes e leite materno (CARVALHO e CARVALHO, 2010; KAHN, 2013; PAPICH e RIVIERE, 2013).

CONSIDERAÇÕES LABORATORIAIS

Os macrolideos podem causar alterações nos exames de: Fosfatase alcalina, bilirrubina, sulfobromoftaleína, contagem de leucócitos total, contagem de eosinófilos, teor de colesterol, AST e ALT (KAHN, 2013)

EFEITOS ADVERSOS

Pode causar efeitos adversos relacionados ao aumento de motilidade provocada pelo medicamento.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

A eritromicina é excretada em grande quantidade no leite.

SUPERDOSAGEM

Apesar da eritromicina ser considerada um medicamento seguro, altas doses podem causar distúrbios gastrointestinais em humanos (vômito, diarréia e desconfortos abdominais (CARVALHO e CARVALHO, 2010).

MONITORAMENTO

A hidratação do paciente deve ser monitorada, assim como demais efeitos adversos que podem ser causados pela droga.

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Referências Bibliográficas

ANDRADE, S. F. e CAMARGO, P. L. Terapêutica do Sistema Digestivo de Pequenos Animais. In: ANDRADE, S. F. Manual de terapêutica veterinária. 3ª ed. – São Paulo: Roca, 2008.

CARVALHO, R. D. S. e CARVALHO, W. A. Eritromicina, Azitromicina e Claritromicina. In: SILVA, P., 1921. Farmacologia/Penildon Silva – 8 ed. [Reimpr.]. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2010.

KAHN, C. M. et al. Manual Merck de Veterinária. [tradução José Jurandir et al.]. - 10. ed. - São Paulo : Roca, 2013.

MACDOUGALL C. e CHAMBERS H. F. Inibidores da síntese de proteínas e agentes antibacterianos diversos. In: BRUNTON, L. L. et al. As Bases Farmacológicas da Terapêutica de Goodman & Gilman [tradução: Augusto Langeloh et al. ; revisão técnica: Almir Lourenço da Fonseca] 12. ed. Porto Alegre: AMGH, 2012.

PAPICH M. G. e RIVIERE J. Cloranfenicol e derivados, macrolídeos, lincosamidas e antimicrobianos diversos. In: ADAMS, H. Richard. Farmacologia e terapêutica em veterinária / editoria de H. Richard Adams; [tradução Cid Figueiredo]. - Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013.