Sobre

Aviso

Este medicamento é de uso humano, porém com literatura técnica que baseia seu uso na medicina veterinária. O uso de suas informações é de responsabilidade do médico veterinário.

Princípio(s) Ativo(s)

  • Levofloxacina

Classificaçāo

Antibiótico (grupo Quinolonas)

Receita

Controle Especial - Humano

Espécies

Cães e Gatos

ARMAZENAMENTO

Conservar em local seco, à temperatura ambiente (15°C a 30°C), ao abrigo da luz solar direta e fora do alcance de crianças e animais domésticos.

Apresentações e concentrações

Apresentações e concentrações

  • - Levofloxacino 500 mg, comprimido
  • - Levofloxacino 5 mg/mL, solução injetável
  • - Levofloxacino 250 mg, comprimido
  • - Levaquin 250 mg, comprimido
  • - Levaquin 500 mg, comprimido
  • - Levaquin 5 mg/mL, solução injetável

Indicações e contraindicações

INDICAÇÕES

Levofloxacina é um antibiótico com ação contra bactérias gram-negativas e gram-positivas. E. coli, Klebsiella pneumoniae, Staphylococcus aureus e epidermidis, Pasteurella multocida, Proteus mirabilis, Mycoplasma spp. E Rickettsia ricketsii. As fluoroquinolonas são indicadas para o tratamento de infecções no trato genito-urinário, incluindo prostatite, infecções dérmicas e infecções respiratórias em cães (VIEIRA & PINHEIRO, 2004). Além de gastroenterite bacteriana grave, otite, osteomielite, meningoencefalites e endocardites causadas por estes microorganismos, bem como são eficientes no combate ao S. pneumoniae (GÓRNIAK, 2006).

CONTRAINDICAÇÕES / PRECAUÇÕES

Deve-se evitar o uso desta substância em animais jovens, porque pode causar lesão na cartilagem (VIEIRA & PINHEIRO, 2004). Evitar o uso em animais de pequeno e médio porte nos primeiros oito meses de vida (ANDRADE et al., 2002), e em cães de raças grandes e gigantes durante os primeiros 18 meses (BOOTHE & HOSKINS, 1997). É contra-indicado a pacientes com conhecida hipersensibilidade a quinolonas.

EFEITOS ADVERSOS

Ocasionalmente pode causar náuseas, vômito e diarreia. Todas as fluorquinolonas podem causar artropatia em animais jovens. Cães de 4-28 semanas de idade são mais sensíveis. Em cães tratados prolongadamente com quinolonas, tem-se relatado alterações da espermatogênese e/ou atrofia testicular.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

Evitar o uso durante gestação e lactação.

SUPERDOSAGEM

Altas concentrações podem causar toxicidade no SNC, especialmente em animais com insuficiência renal (VIEIRA & PINHEIRO,2004).

Administração e doses

Via(s)

Oral

IV

Videos da(s) via(s)

FREQUÊNCIA DE UTILIZAÇÃO

24 / 24 horas

Doses

Recomendado

Cães e Gatos

10 mg / kg

calcular

Interações medicamentosas

Anticoagulantes

Tipo de Interação

Sinergismo

Grau de Interação

Grave

Efeito Clínico

Efeito terapêutico aumentado do Anticoagulante, com risco de sangramento

Mecanismo de Ação

Desconhecido

Conduta

Considerar outro antibióticoObservações:

Ciclosporina

Tipo de Interação

Toxicidade

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Aumento da toxicidade da Ciclosporina

Mecanismo de Ação

Inibição do metabolismo da Ciclosporina

Conduta

Considerar outro antibiótico

Sucralfato

Tipo de Interação

Antagonismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico diminuido da Levofloxacina

Conduta

Intervalo de 2 horas entre as medicações

* Aviso Legal - Interações Medicamentosas - O Aplicativo Vet Smart contém informações de interação medicamentosas em geral, que foram levantadas por pesquisa realizada pelo próprio Vet Smart, de modo que as informações médicas e sobre medicamentos não é um aconselhamento médico veterinário e não deve ser tratado como tal. Portanto, a Vet Smart não garante nem declara que a informação sobre tratamentos médicos veterinários ou interações medicamentosas do Aplicativo Vet Smart: (A) estará constantemente disponível, ou disponíveis a todos; ou (B) são verdadeiras, precisas, completas, atuais ou não enganosas.

Farmacologia

FARMACODINÂMICA

São substâncias químicas pertencentes ao grupo das quinolonas de 3ª geração. São antimicrobianos bactericidas e sua atividade se relaciona com a inibição das topoisomerases bacterianas do tipo II, também conhecida como DNA girase, impedindo o enrolamento da hélice de DNA numa forma superespiralada (GÓRNIAK, 2006).

FARMACOCINÉTICA

A absorção oral é rápida, sua distribuição é ampla e inclui o SNC, osso e próstata. A excreção ocorre por via renal e biliar. A secreção renal tubular ativa resulta em uma alta concentração urinária (ANDRADE et al., 2008).

CONSIDERAÇÕES LABORATORIAIS

Tem-se relacionado o aparecimento de cristalúria em animais com urina alcalina e tratados com fluorquinolonas; portanto, quando o uso destes antimicrobianos for prolongado, recomenda-se hidratação adequada e acidificação da urina.

Em terapias prolongadas ou com altas dosagens, já houve relatos de alteração hematológica com o aparecimento de anemia macrocítica hipocrômica, em resposta à alta concentração da enrofloxacina na medula óssea.

EFEITOS ADVERSOS

Ocasionalmente pode causar náuseas, vômito e diarreia. Todas as fluorquinolonas podem causar artropatia em animais jovens. Cães de 4-28 semanas de idade são mais sensíveis. Em cães tratados prolongadamente com quinolonas, tem-se relatado alterações da espermatogênese e/ou atrofia testicular.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

Evitar o uso durante gestação e lactação.

SUPERDOSAGEM

Altas concentrações podem causar toxicidade no SNC, especialmente em animais com insuficiência renal (VIEIRA & PINHEIRO,2004).

MONITORAMENTO

Pacientes com insuficiência renal devem ser monitorados para acompanhar o aparecimento de cristalúria, hematúria ou nefrite intersticial.

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Referências Bibliográficas

ANDRADE, S.F.; GIUFFRIDA, R.; RIBEIRO, M. G. Quimioterápicos, antimicrobianos e quimioterápicos. In: ANDRADE, S. F. Manual de terapêutica Veterinária, 3 ed. São Paulo:

Editora Roca, 2008

BARCELLOS, H. H. A et al. Intoxicação por enrofloxacina em um cão da raça Pinscher Miniatura: relato de caso. Arq. Bras. Med. Vet. Zootec. vol.58 no.1. Belo Horizonte, 2006

BOOTHE D.M.; HOSKINS J.D. Terapia com drogas e com componentes sangüineos. In: Hoskins JD. Pediatria veterinária: cães e gatos do nascimento aos seis meses. 2. ed. Rio de Janeiro: Interlivros, 1997. p.33-48.

GÓRNIAK, S. L. Quimioterápicos. In: SPINOSA H. S. et al. Farmacologia Aplicada à Medicina Veterinária. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006.

VIEIRA, F. C.; PINHEIRO, V. A. Monografias farmacêuticas. In: VIEIRA, F. C.; PINHEIRO, V. A. Formulário veterinário farmacêutico. 1. ed. São Paulo: Pharmabooks, 2004