Sobre

Aviso

Este medicamento pode ser encontrado em apresentações de uso humano, porém com literatura técnica que baseia seu uso na medicina veterinária. O uso de suas informações é de responsabilidade do médico veterinário.

Princípio(s) Ativo(s)

  • Propionato de Fluticasona

Classificaçāo

Anti-inflamatório Esteroidal

Receita

Receita Simples

Espécies

Cães e Gatos

INFORMAÇÕES AO CLIENTE

Informe o médico veterinário responsável sobre qualquer efeito adverso observado.

O tratamento com anti-inflamatórios esteróides não deve ser interrompido abruptamente.

Apresentações e concentrações

Apresentações e concentrações

  • - Propionato de Fluticasona 50 mcg, cápsula (60 un), com inalador
  • - Propionato de Fluticasona 250 mcg, cápsula (60 un), com inalador
  • - Fluticaps 50 mcg, cápsula (60 un), com inalador
  • - Fluticaps 250 mg, cápsula (60 un), com inalador
  • - Flixotide 50 mcg, cápsula (60 un), com inalador
  • - Flixotide 250 mg, cápsula (60 un), com inalador

Indicações e contraindicações

INDICAÇÕES

Glucocorticóide anti-inflamatório para atuação no trato respiratório.

CONTRAINDICAÇÕES / PRECAUÇÕES

Não usar em portadores de broncoespasmo agudo.

EFEITOS ADVERSOS

O uso de corticóides de maneira inalatória parece limitar a absorção sitêmica, o que diminui os efeitos adversos relacionados (COELHO, 2015). Os efeitos geralmente oberservados são faringite e infecções das vias aéreas superiores.

Porém existe a chance de apresentarem efeitos sitêmicos de acordo com a dose utilizada.

Dentre eles estão: Distúrbios eletrolíticos como retenção de sódio e edema (poliúria), excreção aumentada de potássio (polidipsia), excreção aumentada de cálcio (polifagia), náuseas, vômitos, úlcera péptica, esofagite, pancreatite, hipercortisolismo, insuficiência suprarrenal secundária, diabete melito, hipertensão arterial, tromboembolismo, glaucoma, fraqueza muscular, fraturas ósseas, necrose asséptica da cabeça do fêmur, neutrofilia, eosinopenia, linfopenia, monocitopenia e púrpuras (ROCHA e JOAQUIM, 2012).

Como os glicocorticoides dificultam a deposição de fibrina e a proliferação de fibroblastos acabam por retardar o processo de cicatrização (MACEDO e OLIVEIRA, 2010).

A retirada abrupta do tratamento com glicocorticoides pode ocasionar efeitos como febre, mialgia e artralgia, podendo ser confundidos com a exacerbação dos sintomas prévios da doença tratada (MACEDO e OLIVEIRA, 2010).

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

Os corticosteróides podem induzir o aparecimento de sinais de parto ou o parto, principalmente se aplicados nas últimas fases de gestação.

Os glicocorticóides ainda podem apresentar efeitos teratogênicos quando utilizados durante o início da prenhez, devendo ser evitados em animais de reprodução (FERGUSON e HOENIG, 2013).

Quando usado de maneira crônica pode resultar em infertilidade temporária, modificação do ciclo estral das fêmeas e distúrbios de libido e capacidade de fecundação nos machos. Esses efeitos podem ser revertidos suspendendo o uso do glicocorticoide (ROCHA e JOAQUIM, 2012).

Não se recomenda o uso em gestantes e lactantes a não ser que os benefícios superem os riscos associados.

SUPERDOSAGEM

Os principais efeitos de doses altas de glicocorticoides são infecções secundárias quando utilizados com finalidade de imunossupressão, porém todos os efeitos adversos listados podem ser exacerbados.

Administração e doses

Via(s)

Inalatória

Videos da(s) via(s)

FREQUÊNCIA DE UTILIZAÇÃO

12 / 12 horas

Doses

Recomendado

Cães

250 - 500 mcg / animal

Gatos

50 - 250 mcg / animal

OBSERVAÇÕES

A fluticasona apresenta potência cerca de 18 vezes maior do que a dexametasona, geralmente utilizado pela via inalatória para o tratamento de afecções respiratórias.

Os glicocorticoides inalatórios atuam com eficiência nas vias respiratórias e por apresentarem menor efeito sistêmico, apresentam menos efeitos colaterais.

Aumentar a dose gradativamente conforme respostas observadas.

Interações medicamentosas

Cetoconazol

Tipo de Interação

Toxicidade

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico aumentado da Fluticasona, levando a toxicidade

Mecanismo de Ação

Inibição do metabolismo do Corticosteróide e diminuição da sua eliminação

Conduta

Ajustar dose

* Aviso Legal - Interações Medicamentosas - O Aplicativo Vet Smart contém informações de interação medicamentosas em geral, que foram levantadas por pesquisa realizada pelo próprio Vet Smart, de modo que as informações médicas e sobre medicamentos não é um aconselhamento médico veterinário e não deve ser tratado como tal. Portanto, a Vet Smart não garante nem declara que a informação sobre tratamentos médicos veterinários ou interações medicamentosas do Aplicativo Vet Smart: (A) estará constantemente disponível, ou disponíveis a todos; ou (B) são verdadeiras, precisas, completas, atuais ou não enganosas.

Farmacologia

FARMACODINÂMICA

Os hormônios esteroides se difundem facilmente através da membrana celular por serem lipossolúveis e seus efeitos podem ser observados em quase todo o organismo (MACEDO e OLIVEIRA, 2010; ROCHA e JOAQUIM, 2012).

Se ligam aos receptores dentro da célula, formando um complexo no citoplasma e modificando a conformação da molécula no receptor.

Após penetração no núcleo da célula a regulação da transcrição do RNA passa a ser mediada por alterações na atividade do gene promotor (MACEDO e OLIVEIRA, 2010; FERGUSON e HOENIG, 2013).

O uso de glicocorticoides interfere bloqueando ou diminuindo as etapas do processo inflamatório. A supressão da formação de edema se dá pela redução da permeabilidade do endotélio capilar que ocasiona a diminuição do extravasamento de líquidos e proteínas dos capilares.

A migração de células fica diminuída, reduzindo a quantidade leucócitos (por até 12 horas após dose única) e neutrófilos no local da inflamação (DAMIANI, 2001; MACEDO e OLIVEIRA, 2010).

Também ocorre a redução da proliferação e sobrevivência dos eosinófilos, linfócitos T e bloqueio da oferta de diversas citoquinas (DAMIANI, 2001; ROCHA e JOAQUIM, 2012) e principalmente do ácido araquidônico (MACEDO e OLIVEIRA, 2010).

FARMACOCINÉTICA

Os corticosteroides tópicos podem ser absorvidos através da pele saudável e intacta. A extensão da absorção percutânea de corticosteroides tópicos é determinada por vários fatores, incluindo o veículo da formulação e a integridade da barreira epidérmica.

Curativos oclusivos, inflamações e/ou outros processos patológicos da pele também podem aumentar a absorção percutânea.

Uma vez absorvidos através da pele, os corticosteroides tópicos têm farmacocinética similar aos corticosteroides administrados sistemicamente.

Os glicocorticoides são bem absorvidos quando administradas por via oral. As preparações intravenosas geralmente contêm sais fosfatos e succinatos sódicos, o que torna altamente solúvel em água e proporciona rápido início da ação do glicocorticoide (ROCHA e JOAQUIM, 2012).

Os efeitos dos glicocorticoides no organismo ocorrem em média em 2 horas, porém alguns efeitos já podem ser observados em 10 a 30 minutos e duram horas ou dias após o desaparecimento do composto do sangue (MACEDO e OLIVEIRA, 2010).

A ligação às proteínas plasmáticas ou quantidade encontrada na forma livre geralmente são dose-depedentes e independentemente da via de aplicação, seu metabolismo é hepático.

CONSIDERAÇÕES LABORATORIAIS

Glicocorticoides podem interferir em testes de potássio sérico e glicose urinária e causar neutrofilia durante seu uso.

EFEITOS ADVERSOS

O uso de corticóides de maneira inalatória parece limitar a absorção sitêmica, o que diminui os efeitos adversos relacionados (COELHO, 2015). Os efeitos geralmente oberservados são faringite e infecções das vias aéreas superiores.

Porém existe a chance de apresentarem efeitos sitêmicos de acordo com a dose utilizada.

Dentre eles estão: Distúrbios eletrolíticos como retenção de sódio e edema (poliúria), excreção aumentada de potássio (polidipsia), excreção aumentada de cálcio (polifagia), náuseas, vômitos, úlcera péptica, esofagite, pancreatite, hipercortisolismo, insuficiência suprarrenal secundária, diabete melito, hipertensão arterial, tromboembolismo, glaucoma, fraqueza muscular, fraturas ósseas, necrose asséptica da cabeça do fêmur, neutrofilia, eosinopenia, linfopenia, monocitopenia e púrpuras (ROCHA e JOAQUIM, 2012).

Como os glicocorticoides dificultam a deposição de fibrina e a proliferação de fibroblastos acabam por retardar o processo de cicatrização (MACEDO e OLIVEIRA, 2010).

A retirada abrupta do tratamento com glicocorticoides pode ocasionar efeitos como febre, mialgia e artralgia, podendo ser confundidos com a exacerbação dos sintomas prévios da doença tratada (MACEDO e OLIVEIRA, 2010).

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

Os corticosteróides podem induzir o aparecimento de sinais de parto ou o parto, principalmente se aplicados nas últimas fases de gestação.

Os glicocorticóides ainda podem apresentar efeitos teratogênicos quando utilizados durante o início da prenhez, devendo ser evitados em animais de reprodução (FERGUSON e HOENIG, 2013).

Quando usado de maneira crônica pode resultar em infertilidade temporária, modificação do ciclo estral das fêmeas e distúrbios de libido e capacidade de fecundação nos machos. Esses efeitos podem ser revertidos suspendendo o uso do glicocorticoide (ROCHA e JOAQUIM, 2012).

Não se recomenda o uso em gestantes e lactantes a não ser que os benefícios superem os riscos associados.

SUPERDOSAGEM

Os principais efeitos de doses altas de glicocorticoides são infecções secundárias quando utilizados com finalidade de imunossupressão, porém todos os efeitos adversos listados podem ser exacerbados.

MONITORAMENTO

Infecções secundárias podem ocorrer durante o tratamento, o médico veterinário deve estar atento e constantemente monitorando o paciente pois os sinais de infecção podem ser ocultados pelo uso do medicamento.

O paciente também deve ser monitorado quanto a perda de peso e desenvolvimento normal quando utilizado em animais jovens.

Monitorar função hepática e renal e glicose sanguínea.

Monitorar a função adrenal.

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Referências Bibliográficas

BEXFIELD, N. H. et al. Management of 13 cases of canine respiratory disease using inhaled corticosteroids. Journal of small animal practice, v. 47, n. 7, p. 377-382, 2006.

COELHO, Mariana et al. Atualizações sobre tosse em cães. Revista Científica Eletrônica de Medicina Veterinária, v. 22, n. 1, p. 1-20, 2015.

DAMIANI, Durval et al. Corticoterapia e suas repercussões: a relação custo-benefício. Pediatria (São Paulo), v. 23, p. 71-82, 2001.

FERGUSON D. C. Hormônios tireóideos e fármacos antitireóideos. In: ADAMS, H. R. Farmacologia e terapêutica em veterinária / editoria de H. Richard Adams; [tradução Cid Figueiredo]. - Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013.

FERGUSON D. C. e HOENIG M. Glicocorticóides, Mineralocorticóides e Inibidores da síntese de esteróides. In: ADAMS, H. R. Farmacologia e terapêutica em veterinária / editoria de H. Richard Adams; [tradução Cid Figueiredo]. - Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013.

MACEDO J. M. S. e OLIVEIRA I. R. Corticosteroides. In: SILVA, P., 1921. Farmacologia/Penildon Silva – 8 ed. [Reimpr.]. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2010.

ROCHA N. P. e JOAQUIM J. G. F. Glicocorticoides: atividades metabólicas, anti-inflamatórias e imunossupressoras. In: BARROS, C. M. e DI STASI, L. C. Farmacologia veterinária. Manole. Barueri-SP, 2012.