Sobre

Aviso

Este medicamento pode ser encontrado em apresentações de uso humano, porém com literatura técnica que baseia seu uso na medicina veterinária. O uso de suas informações é de responsabilidade do médico veterinário.

Princípio(s) Ativo(s)

  • Remifentanila

Classificaçāo

Analgésico Opióide

Receita

Receita Amarela ou A

Espécies

Cães e Gatos

INFORMAÇÕES AO CLIENTE

Em felinos, o uso de opióides para tratamentos crônicos causa midríase e ficam mais susceptíveis a queda tanto pela sedação, como pelo distpurbio visual.

Não faça uso deste medicamento sem orientação Médica. Opioides são hipnoanalgésicos e o uso indevido pode causar dependência química.

ARMAZENAMENTO

Conservar em local seco, entre 15°C e 30°C, ao abrigo da luz solar direta e fora do alcance de crianças e animais domésticos.

Apresentações e concentrações

Apresentações e concentrações

  • - Remifentanila 2 mg, frasco-ampola
  • - Remifentanila 5 mg, frasco-ampola
  • - Remifentanila 1 mg, frasco-ampola
  • - Ultiva 1 mg, frasco-ampola
  • - Ultiva 2 mg, frasco-ampola
  • - Ultiva 5 mg, frasco-ampola

Indicações e contraindicações

INDICAÇÕES

Tem sido empregada nas situações que envolvem maior risco ao animal, tendo-se em vista seu maior custo quando comparado com a fentanila ou quando o despertar precoce é um objetivo.

CONTRAINDICAÇÕES / PRECAUÇÕES

É contraindicado a pacientes com hipersensibilidade conhecida ao princípio ativo, pacientes com histórico de função respiratória comprometida. Uso cauteloso em pacientes com insuficiência cardíaca, idosos, hepatopatias.

EFEITOS ADVERSOS

Entre os efeitos adversos mais observados encontram-se sedação, depressão respiratória, bradicardia, retenção urinária e alguns efeitos gastrointestinais, como vômito, náusea, constipação, sialorreia.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

O uso seguro durante a gestação e lactação não foi estabelecido, embora não existam relatos de problemas fetais relacionados. A avaliação do clínico quanto aos benefícios e riscos do tratamento é fundamental.

SUPERDOSAGEM

A superdosagem ou o uso frequente de opióides pode aumentar os efeitos adversos, colocando em risco a vida do paciente quando há depressão respiratória, hipotensão ou bradicardia; pode haver também sonolência e alterações de comportamento.

Administração e doses

Via(s)

IV

Videos da(s) via(s)

Doses

Recomendado

Cães e Gatos

0,05 - 2 µg / kg

calcular

OBSERVAÇÕES

Não possui efeito cumulativo, logo não se observa analgesia residual, o que faz necessário a analgesia pós-operatória cuidadosa e que deve ser iniciada antes do paciente recuperar a consciência. Recomenda-se que a administração IV seja lenta para amenizar os efeitos adversos.

Interações medicamentosas

Amlodipina

Tipo de Interação

Sinergismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Hipotensão e bradicardia

Conduta

Ajustar dose

Anestésicos voláteis

Tipo de Interação

Sinergismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Efeito terapêutico aumentado de ambas as subst.

Conduta

Ajustar dose

Beta-Bloqueadores

Tipo de Interação

Sinergismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Hipotensão e bradicardia

Conduta

Ajustar dose

Diltiazem

Tipo de Interação

Sinergismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Hipotensão e bradicardia

Conduta

Ajustar dose

Verapamil

Tipo de Interação

Sinergismo

Grau de Interação

Moderado

Efeito Clínico

Hipotensão e bradicardia

Conduta

Ajustar dose

* Aviso Legal - Interações Medicamentosas - O Aplicativo Vet Smart contém informações de interação medicamentosas em geral, que foram levantadas por pesquisa realizada pelo próprio Vet Smart, de modo que as informações médicas e sobre medicamentos não é um aconselhamento médico veterinário e não deve ser tratado como tal. Portanto, a Vet Smart não garante nem declara que a informação sobre tratamentos médicos veterinários ou interações medicamentosas do Aplicativo Vet Smart: (A) estará constantemente disponível, ou disponíveis a todos; ou (B) são verdadeiras, precisas, completas, atuais ou não enganosas.

Farmacologia

FARMACODINÂMICA

O efeito de um determinado opióide depende da afinidade que este possui pelo receptor específico; agentes com afinidade a diferentes receptores produzem vários efeitos clínicos. Conhecem-se 4 receptores opióides: um, kappa, sigma e delta. Assim a ligação ao receptor mu desencadeia analgesia, depressão respiratória, diminuição da motilidade do trato gastro intestinal, sedação e bradicardia; a ligação do receptor kappa desencadeia sobretudo, analgesia, sedação e inibição do hormônio antidiurético. A excitação deve-se provavelmente à ligação ao receptor sigma; os efeitos do receptor delta ainda não estão esclarecidos (FANTONI & CORTOPASSI, 2008). Os opióides atuam na maioria das células nervosas, promovendo hiperpolarização, inibição da deflagração do potencial de ação e inibição pré-sináptica da liberação de neurotransmissor. Verifica-se em alguns neurônios despolarização, mas provavelmente este efeito seria indireto, através da supressão de uma determinada via inibitória. A ativação do receptor opióide causa a inibição da adenil-ciclase (GÓRNIAK, 2006).

FARMACOCINÉTICA

Após a absorção os opióides se distribuem pelos diferentes tecidos, em particular, atinge o SNC, fígado, rins, músculos, pulmões. São metabolizados no fígado e excretados em grande parte pelos rins, com pequena excreção nas fezes através da bile.

EFEITOS ADVERSOS

Entre os efeitos adversos mais observados encontram-se sedação, depressão respiratória, bradicardia, retenção urinária e alguns efeitos gastrointestinais, como vômito, náusea, constipação, sialorreia.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

O uso seguro durante a gestação e lactação não foi estabelecido, embora não existam relatos de problemas fetais relacionados. A avaliação do clínico quanto aos benefícios e riscos do tratamento é fundamental.

SUPERDOSAGEM

A superdosagem ou o uso frequente de opióides pode aumentar os efeitos adversos, colocando em risco a vida do paciente quando há depressão respiratória, hipotensão ou bradicardia; pode haver também sonolência e alterações de comportamento.

MONITORAMENTO

Pacientes submetidos a terapia com opióides, devem ser monitorados quanto a frequência cardíaca, frequência respiratória pressão arterial, temperatura corporal e motilidade intestinal.

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Referências Bibliográficas

FANTONI, D. T.; CORTOPASSI, S. R. G. Hipnoanalgésicos.In: Andrade SF. Manual de terapêutica veterinária. 3. ed. São Paulo: Roca, 2008.

GOMES, V. H. et al. Comparação dos efeitos sedativos da morfina, meperidina ou fentanil, associados à acepromazina, em cães. Cienc. Rural [online]. 2011, vol.41, n.8, pp.1411-1416. Aug 05, 2011.

GÓRNIAK, S. L. Hipnoanalgésicos e Neuroleptoanalgesia. In: SPINOSA H. S. et al. Farmacologia Aplicada à Medicina Veterinária. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006.