Informações

Substância(s) Ativa(s)

Ampicilina; Sulbactam

Tipo

Antibiótico (grupo Penicilinas)

Apresentações e concentrações

  • - Ampicilina sódica 2g + Sulbactam sódico 1g solução injetável
  • - Ampicilina sódica 2g + Sulbactam sódico 1g pó para solução injetável
  • - Ampicilina sódica 1g + Sulbactam sódico 0,5g pó para solução injetável

INDICAÇÕES

A associação é usada para o tratamento de infecções bacterianas em que pode haver resistência à ampicilina.

CONTRAINDICAÇÕES / PRECAUÇÕES

É contra-indicada aos pacientes com hipersensibilidade a penicilina.

Espécie de animal

Canino, Felino

Interações

Esse produto não contém interações, pois não há referências sobre ou ainda não foi preenchida por nossa equipe técnica.

Utilização

Via

IV, IM

FREQUÊNCIA DE UTILIZAÇÃO

8/8 horas

OBSERVAÇÕES

A associação de ampicilina + sulbactam só pode ser administrada em forma injetável.

Em casos de infecções graves, a dosagem pode ser aumentada em até 40 mg/kg por via parenteral, a critério do Médico Veterinário. A escolha do antimicrobiano deve ser baseada na experiência do clínico, resultados dos testes de sensibilidade e função renal do paciente (CALVERT, 1982).

A administração do medicamento por via parenteral, deve seguir os procedimentos de assepsia e utilização de seringas e agulhas descartáveis.

ARMAZENAMENTO

Deve ser armazenado em sua embalagem original, em temperatura ambiente (15°C a 30°C), protegido da luz e umidade e fora do alcance de crianças e animais domésticos.

INFORMAÇÕES AO CLIENTE

Informe ao Médico Veterinário a ocorrência de gestação ou lactação durante ou logo após o tratamento. A interrupção do tratamento e a modificação de dose não devem ser feitas sem a orientação do Médico Veterinário. Os microrganismos são capazes de desenvolver resistência nos casos de subdosagem. O medicamento só deve ser prescrito por um Médico Veterinário. O uso indiscriminado de antimicrobianos pode ser perigoso para a saúde dos animais. As embalagens vazias podem ser recicladas ou descartadas no lixo comum após serem inutilizadas. Continue o tratamento pelo tempo determinado pelo médico veterinário, mesmo se o animal apresentar melhora.

Doses

Recomendado

Cães e Gatos

10 - 20 mg / kg

calcular

Farmacologia

COMPATIBILIDADE

O conteúdo do frasco pode ser reconstituído com água estéril para uso imediato e apresenta concentração de ampicilina de 250 mg/mL. Esta solução deve ser usada no intervalo de 1 hora após a reconstituição. Ao ser diluída em concentrações de 45 mg/mL com água estéril ou soro fisiológico a 0,9%, a estabilidade se mantém por 8 horas à temperatura ambiente ou 48 horas sob refrigeração. Em caso de preparo com solução de Ringer com lactato, a estabilidade se mantém por 8 horas à temperatura ambiente ou 24 horas sob refrigeração. A estabilidade ótima se dá com pH de 5,8. Acima deste valor, ocorre hidrólise.

FARMACODINÂMICA

A ampicilina é uma penicilina semi-sintética e pertence ao grupo dos antibióticos beta-lactâmicos, cuja principal função é impedir a síntese da parece celular dos microorganismos. A parede celular é responsável pela proteção, sustenção e manutenção da forma da bactéria, logo a supressão da sua síntese conduz à morte da célula. As penicilinas inibem a transpeptidase, enzima que participa da última etapa da síntese da parece celular (SPINOSA, 2006).

Esta formulação contém ampicilina e um inibidor da enzima bacteriana betalactamase (sulbactam). O sulbactam apresenta atividade similar à do clavulanato (associado à amoxicilina), mas não é tão ativo quanto este contra algumas enzimas Gram-negativas (p. ex., expressas por genes TEM). Devido à adição de sulbactam, seu espectro de ação é mais amplo do que o da ampicilina não associada, e inclui cepas de Staphylococcus e bacilos Gram-negativos produtores de betalactamase.

EFEITOS ADVERSOS

A ampicilina pode causar alergias em cães. Outros efeitos relatados em cães são dispnéia, edema e taquicardia.

REPRODUÇÃO, GESTAÇÃO E LACTAÇÃO

O uso seguro durante a gestação não foi estabelecido, embora não existam relatos de problemas fetais relacionados ao uso, logo a ampicilina pode ser usada na gestação desde que os benefícios potenciais sejam maiores que os riscos potenciais associados ao tratamento. A ampicilina é excretada no leite, porém em quantidades mínimas.

SUPERDOSAGEM

Altas doses ou tratamento prolongado podem causar neurotoxicidade, como ataxia em cães.

CONSIDERAÇÕES LABORATORIAIS

Pode ocorrer elevação no nível enzimático, embora os derivados das penicilinas não sejam considerados hepatotóxicos.

MONITORAMENTO

Deve ser monitorada a eficácia do tratamento, caso não haja melhora do paciente, nova terapia deve ser estabelecida.

Referências Bibliográficas

DIOGO, C. C.; CAMASSA, J. A. A. Síndrome vestibular central de causa bacteriana em cães - revisão de literatura. Revista Científica Eletrônica de Medicina Veterinária, v. 25, 2015

LAPPIN, M. R. Quimioterapia antimicrobiana prática. In: NELSON, R. W.; COUTO, C. G. Medicina interna de pequenos animais. Tradução: Aline Santana da Hora. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010

PAPICH, M. G. Manual Saunders de terapia veterinária. 3ª ed. Elsevier, Rio de Janeiro, 2012.

SPINOSA, H. S. Antibióticos beta-lactâmicos: penicilinas e cefalosporinas. In: SPINOSA H. S. et al. Farmacologia Aplicada à Medicina Veterinária. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006.

VENTURA, F. V. C.; OLIVEIRA, S. T. de. Etiologia e terapia das endocardites bacterianas em cães - revisão. Arq. Ciênc. Vet. Zool. UNIPAR, Umuarama, v. 14, n. 2, p. 145-150, jan./jun. 2011.

VIEIRA, F. C.; PINHEIRO, V. A. Monografias farmacêuticas. In: VIEIRA, F. C.; PINHEIRO, V. A. Formulário veterinário farmacêutico. 1. ed. São Paulo: Pharmabooks, 2004 p

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