Nome da Raça

Cavalier King Charles Spaniel

Porte

Pequeno

Peso

Fêmeas: 5,4-8 kg. Machos: 5,4-8 kg

Altura na Cernelha

Fêmeas: 32-36 cm. Machos: 32-36 cm

Nível de atividade

Moderada

Temperamento

Carinhoso, gracioso e gentil

Adestrabilidade

Moderada

Introdução

Origem

O Cavalier King Charles Spaniel, como conhecemos hoje, é descende dos pequenos Toy Spaniels, vistos em várias pinturas dos séculos dezesseis, dezessete e dezoito, que retratavam a nobreza da Grã-Bretanha.

Durante a era Tudor era comum que Toy Spaniels fossem “pets” de mulheres nobres, mas foi na era dos Stuarts que lhes foi dado o título real de King Charles Spaniel.

O Rei Charles II era um fã dos Toy Spaniels e dificilmente era visto sem 2 ou 3 cães ao seu lado.

Até o início do século 19, o Cavalier King Charles Spaniel recebeu contribuições das raças King Charles Spaniel, pequinês e Carlin para conduzir às características atuais da raça.

O primeiro padrão de Cavalier King Charles Spaniel foi fundado em 1928.

Foi reconhecido pela FCI em 1955, pela AKC em 1995 e o padrão oficial válido pela CBKC é de 2008.

Nome original

Cavalier King Charles Spaniel

País de origem

Grã-Bretanha

Características gerais

Aspectos raciais

De movimentação livre e elegante, o Cavalier King Charles Spaniel é um cão de porte pequeno, porém é pouco maior que a raça King Charles Spaniel.

Seu crânio é praticamente plano, com stop pouco marcado e com o focinho afilado, seus olhos são grandes, escuros, arredondados e inseridos bem afastados.

As orelhas são longas, de inserção alta e com franjas em abundância.

A cauda tem comprimento proporcional ao corpo, quando cortada, em países onde essa prática não é proibida, não deve ser removida em mais de um terço.

O pelo é longo, sedoso, sem cachear. Admite-se uma ligeira ondulação. Franjas abundantes.

As cores reconhecidas são preto e castanho (preto brilhante com marcações em castanho acima dos olhos, nas faces, face interna das orelhas, no peito, nos membros e sob a cauda.

A cor castanho deve ser brilhante, marcas brancas são indesejáveis), rubi (unicolor vermelho intenso, marcas brancas são indesejáveis), blenheim (marcas castanho vivo, bem distribuídas sobre o fundo branco pérola.

As marcas se dividem de maneira igual na cabeça, deixando um espaço entre as orelhas para uma marca ou mancha em forma de losango muito apreciada – a única característica da raça) ou tricolor (preto e branco, bem distribuídos com marcações em castanho acima dos olhos, nas faces, na face interna das orelhas, parte interna dos membros e sob a cauda).

Pelo

Longo

Comportamento e cuidados

Comportamento e cuidados

Impetuoso, afetuoso e destemido, o Cavalier é um cão alegre, amigável e não agressivo. Dá-se muito bem com crianças e adora estar na companhia de seus donos, por isso não lida bem com longos períodos de solidão.

Apesar de ser um cão ativo, que adora explorar quando está ao ar livre, também é ideal para ficar abraçado no sofá enquanto se assiste a um filme.

Não é indicado que deixe o Cavalier solto em locais abertos, justamente pelo seu ímpeto explorador e pode acabar se perdendo. Exercícios diários de intensidade moderada são indicados.

Sua pelagem exige escovações, no mínimo, semanais.

Sensibilidade a fármacos

Não relatada

Predisposição à doenças

Cardiovasculares

Endocardiose

Persistência do ducto arterioso

  • Fêmeas predispostas
  • Modo de herança poligênico

Doença valvar degenerativa

  • Regurgitação mitral pode começar aos 2 anos progredindo mais rápido do que em outras raças

Dermatológicas

Ictiose

Gastrointestinais

Insuficiência pancreática exócrina

  • Principal causa é a atrofia acinar pancreática decorrente a destruição imunomediada do pâncreas exócrino

Hematológicas e imunológicas

Síndrome de imunodeficiência não definida

  • Envolve uma pneumonia por protozoários (Pneumocystis carinii)

Trombocitopatia

  • Macrotrombocitopenia hereditária

Metabólicas

Obesidade

  • Raça predisposta

Musculoesqueléticas

Miopatia associada à queda em Cavaliers

Hérnia inguinal / escrotal

  • Fêmeas mais predispostas à hérnia inguinal

Luxação da articulação escápulo-umeral

  • Congênita

Miosite dos músculos mastigatórios

  • Predisposição da raça
  • Sintomas aparecem com menos de 1 ano de idade

Neurológicas

Crises epiléticas parciais ou focais

  • Difíceis de diferenciar de doenças neuropsiquiátricas ou comportamentais sem avaliação do EEG

Acidente vascular encefálico isquêmico

  • Infartos semelhantes a infartos criptogênicos humanos

Acidente vascular encefálico hemorrágico

  • Ocorrem tipicamente em cães de meia-idade e velhos
  • Associada à alta incidência de doenças cardíacas e anormalidades plaquetárias, predispondo a infarto cardioembólico
  • Também associada à Síndrome de Malformação Caudal Occipital (Chiari-like)

Mielodisplasia

  • Complexo síndrome de Chiari-like – siringomielia

Oftálmicas

Entrópio

  • Predisposição da raça
  • Provável herança poligênica associada

Distiquíase

  • Predisposição da raça
  • Herança genética suspeita

Ceratoconjuntivite seca

  • Predisposição racial

Distrofia corneana

Distrofia estromal lipídica

  • Idade de início: 2-4 anos

Catarata

  • Herança genética suspeita
  • Doença progressiva

Displasia retiniana multifocal

  • Congênita
  • Suspeita hereditariedade associada à característica recessiva

Atrofia progressiva generalizada da retina

  • Modo de herança desconhecido, mas presumido ser recessivo
  • Início clínico relatado: 4 – 5 anos

Defeitos oculares

  • Condição congênita
  • Herança suspeita
  • Defeitos podem incluir microftalmia e sistema vascular hialoide persistente

Renais e urinárias

Doença renal de origem familiar

  • Hiperxantinúria formando cálculo de xantina

Respiratórias e pneumológicas

Síndrome das vias respiratórias dos braquicefálicos

  • Hipoplasia traqueal

Referências bibliográficas

AKC. Cavalier King Charles Spaniel. Disponível em: http://www.akc.org/dog-breeds/cavalier-king-charles-spaniel/ . Acesso em: 18 fev. 2017.

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JERICÓ, M. M.; ANDRADE NETO, J. P. de; KOGIKA, M. M. Tratado de Medicina Interna de Cães e Gatos. Ed. 1. Rio de Janeiro: Roca, 2015.

SCALON, M. et al. Malformação de Chiari – Like em um Canino: relato de caso. Disponível em: http://www.sovergs.com.br/site/38conbravet/resumos/838.pdf . Acesso em: 20 fev. 2017.

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http://www.cbkc.org/padroes/pdf/grupo9/cavalierkingcharlesspaniel.pdf

Imagem: http://petcare.com.br/blog/wp-content/uploads/2013/09/cavalier_blenheim.jpg.