Nome da Raça

Buldogue Campeiro

Porte

Médio

Peso

Fêmeas: 30-40 kg Machos: 35-45 kg

Altura na Cernelha

Fêmeas: 48-58 cm Machos: 48-58 cm

Nível de atividade

Moderada

Temperamento

Dócil, tranquilo, fiel

Adestrabilidade

Moderada

Introdução

Origem

O Antigo Buldogue Inglês, ou Old Times English Bulldog, cão de guarda e trabalho que sobreviveu até o fim do Século XIX e início do Século XX, possui uma enorme legião de admiradores em todo o mundo, graças a sua rusticidade, agilidade e funcionalidade.

As características do antigo buldogue inglês foram sendo "recriadas" a partir de programas de cruzamentos envolvendo raças que possuem sangue do buldogue inglês (como é o exemplo do Olde English Bulldogge, que utilizou cerca de 70% do Bulldog Inglês Moderno, 10% do Pitbull, 10% do Bullmastif e 10% de American Bulldog) ou outras características consideradas interessantes pelos criadores como o aumento da estatura original foram sendo incorporadas através de cruzamentos adicionais (como é o exemplo do Buldogue Americano tipo Johnson).

O grande diferencial do Buldogue Campeiro em relação ao conjunto destas tentativas de resgate do Antigo Buldogue Inglês refere-se a prevalência da "semente" original, ainda relativamente preservada, em boa parte dos cães encontrados na Serra Gaúcha e submetidos, por cerca de 20 anos, a um intenso programa de melhoramento e resgate das características de buldogue que, por ventura, estavam sendo perdidas em alguns dos exemplares encontrados.

Decorrida uma década da apresentação formal do Buldogue Campeiro resgatado na Serra Gaúcha para a CBKC, é nítida a evolução fenotípica do padrão da raça, estando hoje bem fixadas as principais características que distinguem o Buldogue Campeiro de outras raças caninas mais assemelhadas, como o Boxer e o Buldogue Americano. 

Nome original

Buldogue Campeiro

País de origem

Brasil

Características gerais

Aspectos raciais

Cão de constituição potente e larga, indicando força e agilidade. Formato corporal quase quadrado. Membros vigorosos, musculosos, com ossos fortes. Cabeça volumosa e peito amplo. Aspecto imponente. Visto de cima, deve ser largo nos ombros e comparativamente estreito no lombo.

A cabeça é volumosa com boas bochechas; larga com fortes maxilares e com pele solta sem excesso de rugas. A medida da circunferência da cabeça fica, no mínimo, na mesma proporção da altura e do comprimento para as fêmeas e obrigatoriamente maior nos machos. 

Na região craniana, o crânio é bastante largo, alto e levemente arredondado, com forte musculatura. Visto de frente, forma uma linha reta entre as orelhas, quando em atenção. Stop: Bem definido.

Na região facial, o focinho é curto, com no máximo 1/3 e no mínimo 1/5 do comprimento do crânio. Largo embaixo dos olhos; grosso com as linhas laterais paralelas até a ponta da trufa; o mais quadrado possível quando visto de cima. 

A trufa é bem formada, de bom tamanho e bem pigmentada. Orelhas são pequenas, pendentes, triangulares; também são aceitas as viradas para trás (em rosa), de inserção alta, as mais separadas possível entre si.

Quando dobradas levemente no sentido dos olhos, o comprimento não pode ultrapassar o canto interno do globo ocular. Olhos são ovalados, de tamanho médio, não podendo ser profundos, nem saltados. Preferencialmente com as pálpebras bem pigmentadas.

A coloração dos olhos, o mais escuro possível, indo do castanho ao marrom escuro, nos exemplares com a trufa escura. Nos exemplares de trufa ruiva, são aceitas as tonalidades mais claras, castanho claro (cor de mel). Deve-se evitar olhos caídos com aspecto de “chorão”. 

Os lábios são grossos e pendentes sem demasia, não devendo ultrapassar a linha inferior do maxilar em mais de 50% da altura do focinho em toda a sua extensão. A rima labial deve ser a mais pigmentada possível.

A mordedura possui prognatismo inferior, sendo que este não deve exceder 3 cm. Os maxilares são largos, maciços e quadrados. O inferior deve avançar além do superior e elevar-se no extremo da mandíbula.

Os dentes são fortes com os caninos bem desenvolvidos para agarrar e bem distanciados entre si. Dá-se preferência aos incisivos bem alinhados aos caninos. Dentes inferiores aparentes são aceitáveis. A dentição deve ser a mais completa possível. Tolera-se caninos aparentes, dentes a mais e falta dos P1. 

O pescoço é forte, de comprimento moderado, muito musculoso e de circunferência aproximada a do crânio, com pele frouxa que forma barbela a qual não deve ser excessiva. 

O dorso é moderadamente curto, reto, com linha ascendente levemente inclinada até a garupa. O peito é de amplitude notável, quase redondo, sendo que a profundidade deve alcançar a altura dos cotovelos. As costelas são bem arqueadas, o ventre é ligeiramente esgalgado e a garupa levemente arredondada. 

A cauda é inserida baixa, grossa na raiz, de comprimento moderado e de linha inconstante; quebrada naturalmente. Dá-se preferência a cauda que não exceda em comprimento, em dois terços, a distância da inserção da cauda à ponta do jarrete.

Os membros anteriores apresentam-se vigorosos e musculosos, com ossos fortes. Os ombros são largos, musculosos e oblíquos.

Em relação à horizontal deve ter 45° enquanto que a angulação escápulo-umeral deve ter menos de 90°. Cotovelos ficam ligeiramente afastados das costelas, são corretamente direcionados para a frente, em uma linha vertical medida dos cotovelos até o solo, proporcionalmente à altura.

Os antebraços são bem desenvolvidos, com ossos fortes e retos e os metacarpos são moderadamente angulados. As patas são ligeiramente voltadas para fora com dedos levemente separados e um pouco arqueado. 

Os membros posteriores são vigorosos, musculosos, com ossos fortes. As coxas são bem desenvolvidas, que indicam vigor e atividade. Os jarretes são levemente angulados, paralelos e as patas são ligeiramente voltadas para fora com dedos levemente separados e arqueados; com almofadas plantares grossas e elásticas.

A marcha natural da raça é um caminhar balanceado, mantém a cabeça na linha do dorso e a cauda baixa. Seu movimento é típico; o balanço do corpo deve ser perceptível na garupa e nas costelas, enquanto caminha, mantém a traseira nivelada, mas não firme.

Seu galope é rápido, com grande propulsão. O pelo é curto, liso, de textura média, não sendo nem macio e nem áspero ao toque. Todas as cores são aceitas pelo padrão da raça. 

Pelo

Curto

Comportamento e cuidados

Comportamento e cuidados

É um cão versátil, com características de guardião. Destaca-se pela fidelidade ao dono, tenacidade e coragem. Seu temperamento é vigilante e tranquilo, perseverante, com acentuado espírito de luta e companheirismo. Muito dócil com crianças; é um cão de fácil adaptação. Controlável, não tímido, late pouco, é tranquilo. 

O temperamento do Buldogue Campeiro (BC) é muito parecido com o do Boxer no que diz respeito a confiabilidade com as crianças e a fidelidade e dedicação ao seu dono e família. O seu senso de proteção associado à aparência intimidadora tem também colaborado bastante para o seu uso como cão de guarda dissuasiva, ou seja, aquela que faz com que o suposto ladrão desista de invadir a sua casa pela presença e atitude intimidadora do cão. 

A raça não requer cuidados específicos, somente os básicos como escovação do pelame semanal, escovação dentária semanal e alimentação de boa qualidade. 

Sensibilidade a fármacos

Não foram encontrados em literatura relatos de sensibilidade à fármacos específicos relacionados à raça em questão.

Predisposição à doenças

Não foram encontrados em literatura relatos de predisposição à doenças específicas relacionados à raça em questão.

Referências bibliográficas

CBKC Confederação Brasileira de Cinofilia. Padrão Oficial da Raça: Buldogue Campeiro. Disponível em: http://cbkc.org/racas. Acesso em: 15 fev. 2018. 

FOGLE, B. Guia Ilustrado Zahar Cães. 2 ed. Rio de Janeiro: Zahar, 2009. 344 p.

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