Milteforan™ - O único produto aprovado para tratamento da Leishmaniose Visceral Canina no Brasil

Empresa

Virbac

Data de Publicação

22/12/2016

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Introdução

A LVC é uma doença parasitária crônica e fatal causada por um parasito designado Leishmania infantum chagasi e transmitida por picada de flebótomos. O mosquito atua como vetor da doença, transmitindo o parasito quando se alimenta em um hospedeiro. É uma zoonose, e os cães são considerados o principal reservatório do parasito. Afeta pessoas, animais domésticos e selvagens em regiões temperadas, subtropicais e tropicais do mundo todo.

Epidemiologia da LVC

O risco depende do estilo de vida do cão (cães rurais e que vivem em áreas externas possuem maior risco de picadas de flebotomíneos do que aqueles que vivem em áreas internas).

A resposta imune individual do cão e a virulência da L. infantum chagasi desempenham um papel importante.

A infecção não significa necessariamente que a doença está ativa, e cães infectados da mesma área endêmica podem desenvolver diferentes respostas mediadas por células.

O estado imunológico individual do cão determina se a doença clínica se desenvolverá. Aqueles com um sistema imune celular forte (o chamado tipo Th-1) livram-se do parasito ou apresentam melhor resposta terapêutica. Em outros com uma resposta celular mais fraca, o parasito coloniza e multiplica-se em macrófagos, posteriormente, difundindo- se para a medula óssea, linfonodos, baço e fígado. Este grupo geralmente desenvolve uma resposta humoral significativa (mediada por anticorpos - o chamado tipo Th-2) que é inútil para a eliminação de parasitos e causa danos aos órgãos do corpo.

Portanto, após a infecção, alguns cães podem controlar o parasito e não desenvolver a doença a curto prazo, algumas vezes por muitos anos, ou durante toda a sua vida, enquanto outros cães infectados apresentam doença progressiva. Após um período de incubação, que pode ser muito variável (3 meses a um ano ou mais), os cães com a doença progressiva começam a desenvolver sintomas.

Etiopatogenia e sintomas clínicos da LVC

Os parasitos de Leishmania apresentam duas etapas morfológicas em seu ciclo de vida:

A promastigota

  • Forma alongada e flagelada
  • Habita o tubo digestório e saliva do vetor

A amastigota

  • Forma arredondada, sem flagelo
  • Encontrada em algumas células (como macrófagos) dos vertebrados

Leishmaniose Visceral Canina

As manifestações clínicas mais frequentes incluem: Linfoadenopatia, Dermatites, Onicogrifose, Anemia, Perda de peso, Caquexia, Problemas de locomoção, Conjuntivite, Epistaxe.

Diagnóstico

O diagnóstico clínico da LVC é difícil devido à grande variação das manifestações clínicas, que podem mimetizar outras doenças. Os sintomas dependem da interação entre o sistema imunológico do hospedeiro e o parasito, portanto, é extremamente variável, o que di culta o diagnóstico. Infelizmente não há nenhum teste diagnóstico 100% específico e sensível.

Sugestão de fluxograma de diagnóstico

Acompanhamento

Estadiamento da LVC

* Cães com nível de anticorpos negativo a médio positivo devem ser confirmados como infectados por outras técnicas de diagnóstico, como citologia, histologia, imunoistoquímica ou qPCR. Níveis elevados de anticorpos, de nidos como uma elevação de 3-4 vezes acima do nível de referência de um laboratório de confiança bem estabelecida, são conclusivos de um diagnóstico de LVC.

Solução oral MilteforanTM 20 mg/ml para cães – molécula revolucionária na medicina veterinária

O único medicamento autorizado no Brasil para o tratamento da LVC é o MilteforanTM. A leishmaniose é uma doença desafiadora, de difícil cura parasitológica, tanto nos cães, como nos seres humanos, mas a chegada de MilteforanTM permitirá o controle da doença, bloqueando assim sua transmissão.

É importante ressaltar que o tratamento com MilteforanTM deve ser encarado como uma ferramenta para auxiliar no programa de controle desta zoonose, e que medidas que impeçam o contato do vetor (flebotomíneo) com o reservatório (cão) da doença ainda devem ser priorizadas, principalmente em áreas endêmicas, evitando assim reinfecções.

Animais assintomáticos, diagnosticados positivos para LVC, devem ser tratados.

Miltefosina, o princípio ativo do MilteforanTM

A miltefosina é um fosfolipídeo com uma estrutura similar aos compostos metabolizados pelo parasito Leishmania.

Novo modo de ação: inibição da transmissão de sinal

A miltefosina atua por inibição da síntese da membrana celular do parasito e por interrupção das vias de sinalização celulares presentes nessa membrana.

MilteforanTM: eficácia e segurança demonstrada em estudos clínicos

De acordo com o estudo clínico realizado no Brasil, MilteforanTM demonstrou possuir eficácia clínica e parasitológica.

Durante os momentos de observação (S0, S6 e S12) houve redução estatisticamente significativa da presença do parasito tanto no aspirado de medula óssea, quanto no linfonodo, que foi concordante com a redução da pontuação clínica.

Correlação entre o aspirado de medula óssea/linfonado e redução média da pontuação clínica

Foi observada correlação entre a redução da carga parasitária no qPCR de pele e a redução da pontuação clínica durante os momentos de observação. Nota–se um percentual de redução da carga parasitária durante os momentos de 98,7% que foi acompanhado pela redução da média de pontuação.

Correlação o qPCR de pele e a média de pontuação clínica

As amostras encaminhadas para análise citológica de linfonodo apresentaram, no momento inicial do estudo S0, uma positividade de 51,40% (18/35); em S6, de 31,40% (11/35) e em S12, de 37,10% (13/35). O número de animais com pesquisa direta apresentou discreta elevação entre S6 e S12.

A pesquisa direta realizada em amostras de aspirado de medula óssea apresentou positividade em S0 de 40% (14/35)dos cães; em S6, de 17, 14% (6/35) e, em S12, de 22,85% (8/35). O número de animais com pesquisa direta apresentou discreta elevação da média da intensidade entre S6 e S12. A intensidade de parasitismo obteve maiores valores em S0 e regressão sucessiva em S6 e S12.

A melhora dos sintomas clínicos mantém-se mesmo depois do final do tratamento.

No quadro a seguir, exemplos de alguns animais antes do tratamento com miltefosina (coluna da esquerda) e 60 dias após o tratamento (coluna da direita).

Redução drástica na carga parasitária de Leishmania em cães infectados de modo natural e tratados com MilteforanTM

MilteforanTM demonstrou possuir uma elevada eficácia para reduzir a carga parasitária em diferentes tecidos, mantendo-a em níveis muito baixos durante meses.

Foram realizados testes de qPCR para avaliar a carga de DNA da Leishmania na pele, na medula óssea e no linfonodo de 35 cães com LVC, antes e após o tratamento com uma dose de 2 mg/ kg/dia de MilteforanTM durante 28 dias. Os animais foram avaliados do ponto de vista clínico e parasitológico durante um período de 12 semanas.

Eficácia parasitológica

No momento S6, é possível observar uma drástica redução da carga parasitária, com percentual de redução de 99% e, no momento S12, o percentual de redução foi de 97,4% em relação a S0. Não foram observadas diferenças significativas entre os momentos S6 e S12

Segurança demonstrada com a dose recomendada

MilteforanTM administrado na dose recomendada (2 mg/kg/dia):

  • É classificado como não prejudicial por via oral.
  • É bem tolerado quando administrado na dose recomendada durante 28 dias.
  • Não é prejudicial ao fígado, sofre uma lenta degradação metabólica hepática em colina, um componente natural.

Sem excreção renal, seguro para os rins

Como a miltefosina não é eliminada pelas vias renais, MilteforanTM pode ser indicado para cães com doença renal, não sendo necessário ajustar a dose. Porém, em cães classificados no “nível 4” da classificação IRIS, no qual a lesão renal é o problema principal, deve ser preconizada uma diálise de forma temporária.

Prevenção

As medidas preventivas atuais baseiam-se principalmente no uso de produtos veterinários inseticidas e repelentes contra flebotomíneos nos animais.

Outras medidas úteis na prevenção contra picadas de flebótomos incluem:

  1. manter o cão dentro de casa;
  2. redução de habitats favoráveis aos flebotomíneos, como pilhas de madeiras, folhas secas e pedras nas imediações da casa e em outros locais que os cães fiquem;
  3. uso de inseticidas de ambiente no interior da casa.

MilteforanTM: conclusão

MilteforanTM: único medicamento aprovado no Brasil para tratamento de Leishmaniose Visceral Canina (LVC)

Molécula inovadora na medicina veterinária

  • Ação leishmanicida contra a Leishmania infantum chagasi
  • Propriedades imunomoduladoras

Conveniência

  • Solução oral administrada uma vez ao dia, por 28 dias.
  • Facilidade de administração.

Eficácia e segurança

  • Significante eficácia clínica e parasitológica.
  • Sem efeitos nocivos aos rins.
  • Não altera os parâmetros sanguíneos
  • Não é nefrotóxico
  • Oferece significante eficácia clínica e parasitológica

MilteforanTM oferece a flexibilidade de uma solução oral inovadora no controle de uma doença crônica grave: a Leishmaniose Visceral Canina