Dermatite Úmida Aguda

Empresa

Labyes

Data de Publicação

10/09/2015

Produtos Relacionados

Informações Gerais

A dermatite piotraumática, mais conhecida como dermatite úmida aguda, é uma infecção bacteriana superficial de pele com rápido desenvolvimento e que ocorre logo após um trauma, lambedura, arranhadura ou mastigação do local afetado. Em geral pode ser considerado um problema sazonal, já que se torna mais comum em clima quente e úmido. O estímulo inicial mais comum é a picada de pulgas ou insetos.

Em cães: ocorrem principalmente em cães de pêlo longo ou pelagem espessa, golden retriever, border collie, labrador, são alguns exemplos. Não há predisposição de sexo ou idade.

Em felinos: raramente é observada em felinos, podendo acometer aqueles de vida livre após um trauma (arranhadura), ou portadores de atopia.

A dermatite úmida é uma lesão alopécica com margens demarcadas, pruriginosa, com eritema localizado e exsudativa, aumentando rapidamente de tamanho e podendo causar também um estímulo doloroso ao cão. A lesão é de caráter único, podendo aparecer em pontos isolados. Cabeça, lateral da face, pescoço, base da cauda, são os locais mais comuns. É necessário avaliar a presença de ectoparasitas ou históricos de briga. Infecções de ouvido, como a otite externa, também podem levar à dermatite úmida na região de base de orelha, devido trauma pruriginoso ocasionado pelo próprio animal.

A citologia através do esfregaço de impressão sugere inflamação supurativa e bactérias mistas.A realização do raspado cutâneo é importante para descartar sarna demodécica associada. O exame de cultura de bactérias e antibiograma facilita para definir o antibiótico utilizado para o tratamento.

Piodemite superficial, Sarna demodécica e Dermatofitose.

Para o tratamento é necessário identificar e tratar a causa de base. Mesmo sem observar ectoparasitas no animal, indica-se o uso concomitante de antipulgas. A lesão deve ser tricotomizada e limpa. Um agente tópico secante ou adstringente como a clorexidina, deve ser aplicado a cada 12 horas, por sete a dez dias. Sugere-se o uso do CLOREXICORTEN, a base de triancinolona 0,01% e clorexidina 0,5%, devido sua ação antisséptica e antiinflamatória. Se não houver realizado o exame de cultura e antibiograma da lesão, indica-se o uso de antibioticoterapia via oral com lincomicina (LINCOMICIN 15mg/kg/BID/7 a 20 dias), ou secundariamente a cefalexina (10- 30 mg/kg/BID/15dias). Se o prurido for intenso e a lesão extensa, utiliza-se prednisolona (0,5 – 1,0 mg/kg, via oral a cada 24 horas). É importante o uso constante do colar elizabetano, para que o animal não continue se auto-traumatizando.

Normalmente não é necessário.

O prognóstico será bom se a causa de base for corrigida.

Protocolo Criado por

Juliana Toledo Duarte

CRMV 26709-SP

Hnilica K.A. Doenças de Pele Bacteriana. In: Hnilica K.A. Dermatologia de Pequenos Animais: Rio de Janeiro : Elsevier, 2012. p. 37-40.

Crow, D. W. Dermatite Atópica. In: Norsworthy, G.D. ; Crystal. A. M; Grace, S.F. ; Tilley. L.P. O paciente felino 3a ed, São Paulo : Roca 2009. p. 369 – 370.

Scott, D.W.; Miller Jr., W.H.; Griffin, C.E. Small animal dermatology. Philadelphia: W.B. Saunders, 2001. Canine food hypersensitivity. p.624-627

Beco L., Fontaine J, Bergvall K. Comparison of skin scrapes and hair plucks for detecting Demodex mites in canine demodicosis, a multicentre, prospective study. Veterinary Dermatology 2007; 18:281.

Favrot C, Linek M, Mueller R, Zini E. Development of a questionnaire to assess the impact of atopic dermatitis on health-related quality of life of affected dogs and their owners. Veterinary Dermatology 2010; 21:64-70.

Vieira J. Tratamento da piodermite recidivante em cães gatos causada por microrganismos multirresistentes. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre. 2012: 20-2.