Afinal, Seresto® é eficiente para controlar a DAPE?

Empresa

Bayer

Data de Publicação

01/03/2018

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Prurido e lesões cutâneas são duas das mais frequentes queixas nos consultórios veterinários. E, entre as dermatopatias que provocam essas manifestações clínicas, destacam-se as de origem alérgica.

A atopia é tida como o mais frequente e mais frustrante desses quadros. Há autores que afirmam que a doença acomete cerca de 15% da população canina.

Ocorre, porém, que, para que se firme o diagnóstico de atopia, deve-se necessariamente afastar a possibilidade de o paciente apresentar dermatite alérgica a picada de ectoparasitas (DAPE) e alergia alimentar (AA).

Eis o papel fundamental da prevenção: diante de um cão que se coça é preciso, sempre, controlar a presença de pulgas e carrapatos para que se avance no diagnóstico, seja constatando a DAPE (se o prurido e as lesões tiverem remissão com o controle dos ectoparasitas), seja descartando a DAPE (se o quadro clínico persistir, apesar do controle).

E Seresto®: consegue nos dar essa resposta?

ESTUDO CLÍNICO

A eficácia de Seresto® no controle dos quadros de DAPE foi avaliada em um estudo multicêntrico e randomizado supervisionado pelo Dr. Ronaldo Lucas, um dos profissionais mais respeitados na dermatologia veterinária.

Foram avaliados os dados de 40 cães, de diversos portes e raças, com queixa de prurido e diagnóstico clínico de DAPE: 20 deles foram encoleirados com Seresto® e 20 receberam aplicações quinzenais de fipronil (intervalo de aplicação reduzido à metade quando considerados os 30 dias indicados na bula do produto).

Nenhum dos cães apresentava malasseziose, piodermites ou outra doença concomitante ao quadro de alergia, nem havia recebido tratamento parasiticida nos últimos 15 dias. Os animais tinham entre 1 e 13 anos (média de 6,43), 60% eram fêmeas e o desafio por contactante e acesso à rua foi semelhante nos dois grupos.

Animais e responsáveis foram recebidos em retorno após 30, 60, 90 e 120 dias de tratamento, quando lesões e prurido foram reavaliados na anamnese e no exame físico.

Nesse período, foram proibidos o uso de anti-inflamatório esteroidal, de qualquer tratamento parasiticida concomitante ao indicado e de banhos com shampoos terapêuticos diferentes dos prescritos pelos investigadores.

RESULTADOS

Os dois parasiciticidas levaram a uma redução no nível de prurido percebido pelos responsáveis, como mostra o Gráfico 1, que relaciona a nota atribuída ao prurido pelo condutor do animal na primeira consulta e nos sucessivos retornos.

Não houve diferença estatística entre a diminuição do prurido proporcionada pelo fipronil em relação a Seresto®.

No que diz respeito à melhora no quadro clínico dos pacientes, ela começou a ser notada já nos primeiros 30 dias após o uso de ambos os produtos, como mostra a Tabela 1.

No último retorno, 75% (fipronil) e 80% (Seresto®) dos animais já apresentavam melhora acima de 75%, revelando novamente a efetividade dos dois protocolos.

CONCLUSÕES

  • • A coleira Seresto® é efetiva no controle do quadro pruriginoso e clínico de cães com DAPE.
  • • A melhora clínica obtida com Seresto® é igual àquela obtida com fipronil aplicado quinzenalmente (o dobro da frequência indicada em bula).
  • • O alívio do sintomas se dá de maneira significativa nos primeiros 30 dias.
  • • Os proprietários mostram maior comprometimento no uso da coleira em comparação com o produto spot on (2 animais do grupo Fipronil precisaram ser substituídos no estudo pois não efetuaram o tratamento como prescrito e os pacientes tiveram de deixar o estudo).