Casos de sucesso com Seresto - Kiki - felino

Empresa

Bayer

Data de Publicação

16/05/2018

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Paciente: Kiki, felino, SRD, 8 anos (estimada), 3,8 kg.

Prof. Dr. Ronaldo Lucas - CRMV 6675 - SP.

Queixa Principal

Animal, domiciliado, com acesso à rua. Encontrado há aproximadamente 1 ano, e desde que está com a tutora apresenta prurido intenso e lesões dermatológicas. Animal respondeu inicialmente bem ao uso de corticoide injetável, entretanto, depois de 3 aplicações não mais apresentou resposta.

O controle parasitário era feito com pouco rigor. Foi levado a colega que indicou o uso de ração hipoalergênica de proteína hidrolisada de soja. Após não apresentar melhora, recebeu diagnóstico de dermatite atópica.

O tutor estava buscando opções de medicamentos que não fossem corticoides para manter o felino em condições de boa qualidade de vida. Portava prescrição de ciclosporina humana (Sandimmun®), porém por insegurança ainda não havia iniciado a administração.

Exame Físico e Dermatológico

Animal com alopecia, eritema, exulcerações e úlceras em face, região temporal e região cervical ventral. Durante o exame físico o felino apresentava prurido intenso. À palpação em região periauricular apresentava grande reflexo de prurido.

Hipóteses Diagnósticas

  • 1) DAPE;
  • 2) Dermatite atópica (atualmente discute-se se os felinos realmente apresentam dermatite atópica);
  • 3) Alergia alimentar. Avaliar se a dieta foi realmente realizada conforme indicado.

Conduta e Evolução

Optou-se por iniciar revisando os pontos de diagnóstico entre as dermatopatias alérgicas, pois não estava claro de que maneira era feito o controle parasitário. Indicou-se assim a colocação de Seresto®.

Após 20 dias da colocação da coleira Seresto, o animal apresentou melhora de 50% do prurido e das lesões. Após 45 dias estava completamente recuperado.

Conclusão

Apesar de grandes avanços nos estudos de dermatite atópica, todos os pontos de diagnóstico devem ser executados com detalhamento. Mesmo que as fases de confecção de diagnóstico sejam executadas por colegas, pode haver falha do responsável pelo paciente.

Assim em casos onde a resposta terapêutica é variável, o autor propõe que se inicie como se nenhuma etapa tivesse sido realizada.

A evolução deste caso revela que o controle parasitário não deve ser negligenciado nem pelo proprietário e nem pelo médico veterinário e deve ser considerado como parte importante do diagnóstico e tratamento, ainda mais por estarmos em um país tropical, onde há grande desafio parasitário.