Leão - Depoimento de Sucesso IBASA - Cetoconazol

Empresa

Ibasa

Data de Publicação

15/04/2020

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Paciente: Leão, felino, SRD, macho, 4 meses.

Médica Veterinária: Sônia Menezes Farias.

Colaborador Ibasa: Edren Souza, Bruna Freitas, Rute Alves.

Local: Fortaleza, Ceará, Brasil.

Anamnese

O tutor relatou que o animal apresentava histórico de dificuldade respiratória, espirros, lacrimejamento e lesão ulcerativa na região do plano nasal. Os sinais clínicos haviam começado 30 dias antes da consulta e agravaram-se progressivamente. Não foram observadas alterações no apetite e o animal eventualmente tinha acesso a rua.

Suspeita Clínica

Criptococose

Exame clínico

No exame físico foi observada deformidade nasal de consistência firme, com pouca sensibilidade dolorosa e presença de coriza. Não foram observadas alterações na auscultação pulmonar e nos demais parâmetros fisiológicos.

Exames complementares

O animal foi submetido a sedação e posteriormente, foi realizada a coleta de material para exame citológico, com coloração pelo método panótico. Além disso, foi coletado fragmento de pele parcialmente revestido por pelos medindo 1,0 x 0,5 x 0,5 cm acompanhado de dois fragmentos brancacentos e compactos de 1,0 x 0,5 x 0,3 cm para exame histopatológico.

O exame citológico resultou na visualização de formas arredondadas encapsuladas, sugestivas de Cryptococcus spp. O diagnóstico definitivo foi obtido através da histopatologia que revelou: “As secções histopatológicas de pele mostram extensa ulceração por severo processo inflamatório piogranulomatoso seqüente à presença de estruturas leveduriformes compatíveis com Criptococcus spp. Focos de necrose e hemorragia. Não há sinais de malignidade. Concluindo quadro histopatológico compatível com Dermatite Piogranulomatosa seqüente à infecção por Criptococcus spp. (Criptococose)”.

Tratamento

Produtos Ibasa: Cetoconazol Shampoo 2%, Cetoconazol Spray 2% e Cetoconazol Suspensão Oral 20%.

O tratamento instituído foi o Cetoconazol Suspensão Oral 20% na dose de 4 gotas, SID, por 90 dias consecutivos. Além de, lavagem do ferimento no plano nasal diariamente com Shampoo Cetoconazol 2% com auxilio de algodão, por 30 dias consecutivos. Após o 30º dia a higienização do plano nasal foi substituído por aplicação diária do Cetoconazol Spray IBASA 2%, com auxilio de algodão, por 60 dias consecutivos.

Evolução Clínica

ANTES DO TRATAMENTO

DURANTE – 30 DIAS DE TRATAMENTO

FINAL – 90 DIAS DE TRATAMENTO

Discussão

A criptococose é uma doença fúngica sistêmica, não contagiosa, rara ou esporádica, comumente adquiridas por gatos em ambientes contaminados. É causada pelo complexo de espécies Cryptococcus neoformans, Cryptococcus gattii, que inclui oito genótipos e alguns subtipos (linhagens) com diferentes distribuições geográficas, patogenicidade e susceptibilidade antimicrobiana.

A criptococose afeta humanos, gatos, cães, furões, cavalos, cabras, ovelhas, gado, golfinhos, aves, coalas e outros marsupiais (Sykes e Malik, 2012). Tem uma distribuição mundial e é observada mais comumente em gatos do que em cães (McGill et al., 2009).

O Cryptococcus spp. é um patógeno transportado principalmente pelo ar, e a cavidade nasal é geralmente o local primário de infecção em gatos e cães. Na maioria dos casos, há apenas uma colonização subclínica sem a invasão do epitélio (Duncan et al., 2005). Quando a invasão dos tecidos da mucosa ocorre, a progressão para a doença ocorre localmente e/ou sistemicamente. Tanto em pessoas como em gatos, a infecção pode seguir a ingestão de células de levedura dessecadas ou, mais raramente, a inoculação cutânea de formas fúngicas. O período de incubação varia de meses a anos, e a fonte de infecção permanece desconhecida. A virulência (genótipo) e a carga dos organismos inalados influenciam o resultado da infecção. A partir do trato respiratório superior, a infecção pode se espalhar localmente para o SNC através do osso etmoidal, e raramente também para o trato respiratório inferior ou sistemicamente (Martins et al., 2011).

Existem cepas sensíveis à temperatura que são incapazes de crescer em temperaturas> 37,0 ° C e podem causar infecções apenas em locais do corpo onde a temperatura é menor (pele, nariz, escroto) (Bemis et al., 2000; Lin, 2009).

O prognóstico é favorável na maioria dos casos, desde que o diagnóstico seja obtido antes da disseminação ou antes do desenvolvimento de lesões irreversíveis. A doença pode se apresentar em várias formas clínicas diferentes, incluindo a forma nasal, a forma do SNC (que pode derivar da forma nasal ou ocorrer de forma independente), a forma cutânea e a forma sistêmica. As diretrizes de tratamento não foram estabelecidas e a escolha do medicamento antifúngico apropriado depende de muitos fatores, incluindo a adesão do proprietário. Anfotericina B, cetoconazol, fluconazol e itraconazol têm sido usados para tratar gatos. A excisão cirúrgica de qualquer nódulo localizado na mucosa da pele, nasal ou oral é uma ajuda valiosa em gatos sob terapia médica. Em geral, o tratamento é recomendado até que o teste do antígeno seja negativo.

Conclusão

O cetoconzol é um antifúngico que atua na inibição da biossíntese do ergosterol, componente essencial da parede celular fúngica, gerando danos as membranas celulares e consequente morte do fungo. Deste modo, o protocolo de tratamento com produtos da linha cetoconazol Ibasa (Cetoconazol Shampoo 2%, Cetoconazol Spray 2% e Cetoconazol Suspensão Oral 20%) foi eficaz na cura de criptococose em felino. 

Referências

Bemis DA, Krahwinkel DJ, Bowman LA, Mondon P, Kwon-Chung KJ (2000): Temperature-sensitive strain of Cryptococcus neoformans producing hyphal elements in a feline nasal granuloma. Journal of Clinical Microbiology 38, 926-928.

Duncan C, Stephen C, Lester S, Bartlett KH (2005): Follow-up study of dogs and cats with asymptomatic Cryptococcus gattii infection or nasal colonization. Medical Mycology 43, 663-666.

LIN, X. Cryptococcus neoformans: morphogenesis, infection, and evolution. Infection, Genetics and Evolution - Journal, 2009; 9(4):401-16.

Martins DB, Zanette RA, França RT, Howes F, Azevedo MI, Botton SA et al (2011): Massive cryptococcal disseminated infection in a immunocompetent cat. Veterinary Dermatology 22, 232-234.

McGill S, Malik R, Saul N, Beetson S, Secombe C, Robertson I et al (2009): Cryptococcosis in domestic animals in Western Australia: a retrospective study from 1995-2006. Medical Mycology 47, 625-639.

Sykes JE, Malik R. Cryptococcosis (2012): In: Greene CE (ed.): Infectious Diseases of the Dog and Cat. 4th ed. St Louis, Saunders, Elsevier, pp. 621-634.