Loperamida

Princípio Ativo

Sobre

Aviso

Este medicamento pode ser encontrado em apresentações de uso humano, porém com literatura técnica que baseia seu uso na medicina veterinária. O uso de suas informações é de responsabilidade do médico veterinário.

Princípio(s) Ativo(s)

  • Loperamida

Classificaçāo

Analgésico, Antidiarreico

Receita

Controle Especial - Humano

Espécies

Cães e Gatos

Informações ao cliente

Casos de diarreia devem ser investigados por um médico veterinário.

O uso de antidiarreicos em casos de infecção pode agravar o quadro do animal.

Apresentações e concentrações

Apresentações e concentrações

  • - Cloridrato de Loperamida 2 mg, comprimido (12 un)
  • - Imosec 2 mg, comprimido (12 un)

Indicações e contraindicações

Indicações

Opióide sintético inibidor da motilidade intestinal.

Contraindicações / precauções

Usar com cautela em animais das raças Collie, Pastor de Shetland, Pastor Australiano e seus mestiços.

Deve se ter cautela também no uso em pacientes geriátricos, severamente debilitados ou portadores de hipotireoidismo, insuficiência adrenal, hepática ou renal, traumatismo craniano, abdômen agudo e doença respiratória grave.

O uso em felinos é contraindicado por alguns autores, pela possibilidade de excitação.

É contraindicado em caso de diarreia infecciosa, parasitária ou intoxicação.

Efeitos adversos

Pode ocorrer náuseas, vômito, sedação e constipação. Em humanos também é relatada dor abdominal.

Quando utilizado de modo contínuo pode ocasionar diarreias com sangue e perda de peso.

Reprodução, gestação e lactação

Usar com cautela em gestantes (principalmente no início), apesar de não existirem estudos comprovando teratogenicidade; e lactantes (pode ser excretada no leite).

Superdosagem

Doses de 1,25 a 5 mg/kg em cães podem provocar aumento dos efeitos colaterais como vômitos, salivação, depressão e perda de peso.

Doses de 5 mg/kg ou mais podem provocar hemorragias.

Administração e doses

Via(s)

Oral

Videos da(s) via(s)

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Frequência de utilização

Cães: 8 - 12 horas. Gatos: 12 / 12 horas.

Doses

Recomendado

Cães

0,06 - 0,1 mg / kg

calcular

Gatos

0,04 - 0,06 mg / kg

calcular

Observações

A causa primária de diarreias deve ser sempre o foco da investigação e tratamento.

Interações medicamentosas

Esse produto não contém interações, pois não há referências sobre ou ainda não foi preenchida por nossa equipe técnica.

Farmacologia

Farmacodinâmica

A loperamida é um opióide anticolinérgico.

Atua se ligando ao receptor opiáceo da parede do intestino, o que inibe a liberação de acetilcolina e prostaglandinas, e reduz os movimentos peristálticos (aumento do tempo de trânsito intestinal).

A loperamida aumenta o tônus da musculatura do intestino e esfíncter, e reduz a secreção auxiliando em casos de incontinência fecal.

Seus efeitos auxiliam na absorção de eletrólitos, fluidos e glicose.

Farmacocinética

A loperamida é bem absorvida do intestino, porém a biodisponibilidade sistêmica é baixa pois grande parte é metabolizada e conjugada pelo fígado para posteriormente ser eliminada pela bile. A meia vida em humanos é de aproximadamente 11 horas.

A excreção da loperamida tanto inalterada quanto de seus metabólitos é feita pelas fezes.

Efeitos adversos

Pode ocorrer náuseas, vômito, sedação e constipação. Em humanos também é relatada dor abdominal.

Quando utilizado de modo contínuo pode ocasionar diarreias com sangue e perda de peso.

Reprodução, gestação e lactação

Usar com cautela em gestantes (principalmente no início), apesar de não existirem estudos comprovando teratogenicidade; e lactantes (pode ser excretada no leite).

Superdosagem

Doses de 1,25 a 5 mg/kg em cães podem provocar aumento dos efeitos colaterais como vômitos, salivação, depressão e perda de peso.

Doses de 5 mg/kg ou mais podem provocar hemorragias.

Monitoramento

Monitorar sinais de infecção, febre, e eficácia da terapia antidiarreica.

Monitorar hidratação e eletrólitos de pacientes com diarreia.

Estudos

Não há nenhum estudo relacionado à este produto.

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Referências bibliográficas

AWOUTERS, F. et al. Loperamide. Digestive diseases and sciences, v. 38, n. 6, p. 977-995, 1993.

SARTOR, Laura L. et al. Loperamide toxicity in a collie with the MDR1 mutation associated with ivermectin sensitivity. Journal of veterinary internal medicine, v. 18, n. 1, p. 117-118, 2004.

VIEIRA F. C e PINHEIRO V. A. Monografias Farmacêuticas. In: VIEIRA F. C e PINHEIRO V. A. Formulário Veterinário Farmacêutico. 1ª edição, São Paulo: Pharmabooks, 2004.