American Staffordshire Terrier

Nome da Raça

American Staffordshire Terrier

Porte

Médio

Peso

Fêmeas: 25-30 kg. Machos: 25-30 kg

Altura na Cernelha

Fêmeas: 43-46 cm. Machos: 46-48 cm

Nível de atividade

Muito alta

Temperamento

Inteligente, confiante e companheiro

Adestrabilidade

Alta

Introdução

Origem

O American Staffordshire Terrier tem a mesma origem do Staffordshire Bull Terrier, a Grã-Bretanha do século XIX.

Com o objetivo de se obter um para combates, na região de Staffordshire, Inglaterra, foi desenvolvida uma raça a partir do cruzamento de cães tipo Bull e tipo Terrier, principalmente o Old English Bulldog, o Old English Terrier e o atualmente extinto White English Terrier.

Durante o processo de migração do velho para o novo mundo, os colonos europeus levavam consigo para os Estados Unidos seus cães, ainda conhecidos como Bull Terriers, além de outros cachorros de combate, que eram trazidos da Inglaterra, Irlanda e Escócia. Logo os colonos perceberam o grande potencial desses cães para a guarda, caça e arrebanhamento do gado.

Na década de 1920 foi fundada a American Bull Terrier Association, que desenvolveu o primeiro padrão da raça. Já, em 1936, o Staffordshire Terrier Club of America foi fundado ganhando o reconhecimento da raça com o nome de Staffordshire Terrier pelo American Kennel Club (AKC).

Em 1974, o AKC pediu para mudar o nome da raça para American Staffordshire Terrier. Em 9 de março de 1996, a FCI reconheceu internacionalmente o American Staffordshire Terrier como raça.

Nome original

American Staffordshire Terrier

País de origem

Estados Unidos da América

Características gerais

Aspectos raciais

O American Staffordshire Terrier deve dar a impressão de grande força para seu tamanho. É um cão muito bem estruturado, musculoso, porém, ágil e gracioso. Deve ser compacto, não ser pernalta ou esgalgado.

A cabeça do American Staffordshire Terrier tem comprimento médio, sendo profunda de parte a parte. O crânio é largo, com stop distinto. Seu focinho tem comprimento médio, arredondado na linha superior e caindo abruptamente debaixo dos olhos, e com a trufa definitivamente preta. Os lábios fechados e firmes, sem frouxidão. O American Staffordshire Terrier tem maxilares bem definidos, uma mandíbula potente com dentes fortes capazes de segurar a presa. Sua mordedura é em tesoura. Os músculos das bochechas são muito pronunciados. Os olhos desta raça são escuros, redondos, inseridos baixos e separados, sem pálpebras rosadas; e as orelhas inseridas altas devem ser curtas e portadas em rosa ou semieretas.

Os American Staffordshire Terriers possuem um pescoço pesado, ligeiramente arqueado, afinando dos ombros até a parte traseira do crânio, sem barbelas e de tamanho médio.

O tronco apresenta uma linha superior razoavelmente curta, com ligeira inclinação da cernelha até a garupa, que tem uma suave inclinação até a raiz da cauda. Seu tórax é profundo e largo, com as costelas bem arqueadas, bem juntas, profundas na parte posterior.

A região lombar apresenta um ligeiro esgalgado. A cauda é curta em relação ao tamanho do cão, inserida baixa, afilando para ponta e não enrolada ou portada sobre o dorso.

Os membros torácicos têm aprumos retos, com ossos fortes, ombros musculosos, com escápulas largas e oblíquas. Os membros pélvicos são bem musculosos, com jarretes bem descidos, não virando nem para dentro nem para fora. Mãos e pés têm tamanho médio, são compactos, com dedos bem arqueados. A movimentação do American Staffordshire Terrier é elástica, sem movimento oscilatório ou passo de camelo.

A pelagem apresenta um pelo curto, fechado, duro ao toque e brilhante. Pode ser de qualquer cor, sólida ou particolor, contudo, mais de 80% preto e fogo, branco ou fígado não devem ser encorajados.

Pelo

Curto

Comportamento e cuidados

Comportamento e cuidados

O American Staffordshire Terrier é profundamente ligado ao que o cerca, com uma coragem típica. É um cão um pouco teimoso e muito resistente.

Com grande inteligência, também é muito amigável e próximo à família. É um cão de guarda notável, exercendo a proteção de seu território e daqueles com quem convive. Não gosta de permanecer sozinho, preferindo sempre a companhia de seu dono.

Sua educação e socialização devem ser iniciadas bem cedo, ainda quando filhote, trabalhada de maneira firme e equilibrada para que o cão não apresente problemas de comportamento na idade adulta, pois o abuso na lida com esses cães pode despertar a agressividade, o que é extremamente indesejável.

Extremamente atlético, é muito talentoso em exercícios de agilidade e força, por isso necessita de atividades diárias para canalizar sua energia além de longas caminhas diárias. Um bom controle, com exercícios, disciplina e afeto desde filhotes, é essencial para seu desenvolvimento correto.

O American Staffordshire Terrier pode adaptar-se à vida em um apartamento, entretanto, é muito importante que seus exercícios e caminhadas sejam ajustados e equilibrados para suprir a necessidade do cão.

Sua pelagem não exige cuidados especiais, recomendando-se escovações eventuais e banhos, quando necessário.

Sensibilidade a fármacos

Não relatada

Predisposição à doenças

Hematológicas e imunológicas

Autoanticorpos Anti-hormônio Tireóideo

Musculoesqueléticas

Ruptura do ligamento cruzado cranial

  • Os indivíduos castrados podem estar predispostos

Neoplásicas

Queratose actínica

  • Visto mais comumente em animais de pele clara com longos períodos de exposição ao sol

Hemangioma cutâneo

  • Predisposição da raça
  • A idade média no diagnóstico de 9 anos

Histiocitoma cutâneo canino

  • Predisposição da raça
  • Mais comum em cães jovens de 1 a 2 anos de idade

Tumores de mastócitos

  • Ocorrem em média aos 8 anos de idade

Neurológicas

Abiotrofia cortical cerebelar

  • Progressão lenta nesta raça (18 meses a 9 anos)

Oftálmicas

Catarata

  • Herdado geneticamente

Atrofia progressiva generalizada da retina

  • Modo de herança desconhecido, mas presumido ser recessivo
  • Clinicamente evidente aos 18 meses de idade

Vitrificação primária hiperplásica persistente

  • Defeito congênito
  • Herança suspeita

Renais e urinárias

Cistinúria

  • Elevada incidência relatada nesta raça
  • Defeito hereditário no transporte tubular renal de cistina
  • Predispõe urolitíase por cálculo de cistina
  • A média de idade no diagnóstico é de 1-8 anos
  • Machos mais predispostos

Referências bibliográficas

AKC. American Staffordshire Terrier. Disponível em: < American Staffordshire Terrier >. Acesso em: 10 abr. 2017.

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Imagem disponível em: http://cdn.marketplace.akc.org/media/46367/1464486097_5807_4516.jpg.