Basenji

Nome da Raça

Basenji

Porte

Pequeno

Peso

Fêmeas: 9,5-11 kg. Machos: 9,5-11 kg

Altura na Cernelha

Fêmeas: 40-43 cm. Machos: 40-43 cm

Nível de atividade

Alta

Temperamento

Alerta, independente e protetor

Adestrabilidade

Baixa

Introdução

Origem

O Basenji é uma raça muito antiga, estudos de seu DNA datam o início da raça ainda na pré-história. Pinturas rupestres achadas na Líbia datadas em torno de 6000 A.C. já apresentavam um cão muito semelhante ao Basenji em algumas cenas de caça. Acredita-se que na época dos faraós ele tenha sido adorado e ganhou o título de cão sagrado. Sua origem é considerada ser onde agora temos a conhecida República Democrática do Congo, mesmo que por todo o continente africano possam ser encontradas subespécies muito parecidas.

O Basenji foi utilizado como cão de caça a aves e antílopes, como um guia no mato ou na floresta e também tinha a função de guardião das aldeias.

Nos anos de 1800 os primeiros exemplares da raça foram levados para Grã-Bretanha, uma pintura de 1843 pertencente a Rainha Victoria e ao Príncipe Albert mostram cães Basenji na Inglaterra. Só alguns anos mais tarde (por volta de 1940), este cão fez o seu caminho nos Estados Unidos, onde atualmente a raça é difundida. Em alguns países africanos ainda é usado como cão de caça, já na Europa e EUA a raça é considerada como cão de companhia.

A raça foi reconhecida pela FCI em 1964, pela AKC em 1943 e o padrão oficial válido pela CBKC é de 1999.

Nome original

Basenji

País de origem

África Central

Características gerais

Aspectos raciais

De construção leve, animal aristocrático de ossatura fina, membros altos comparado ao seu comprimento, sempre equilibrado, alerta e inteligente.

Seu crânio é plano, bem cinzelado, largura média, afinando para a trufa e com ligeiro stop. A trufa é desejavelmente preta. Os olhos são escuros, de forma amendoada, inseridos obliquamente, de olhar distante e de expressão impenetrável. Suas orelhas são pequenas, pontudas, eretas e ligeiramente inclinadas para a frente, de textura fina, bem inseridas para a frente no topo da cabeça. Rugas finas e profusas aparecem na cabeça quando as orelhas estão eretas; rugas nas laterais da cabeça são desejadas, mas não em exagero a ponto de formar barbelas. As rugas são mais evidentes nos filhotes, mas pela falta de sombra na pelagem, menos perceptíveis nos tricolores.

A cauda é de inserção alta. O anel da cauda deitado firmemente sobre a garupa, forma uma curva simples ou dupla.

Sua pelagem é curta, brilhante e fechada, muito fina. As colorações aceitais são: puro preto e branco. Vermelho e branco. Preto, castanho e branco com melon pips (pintas castanhas sobre os olhos) e marcas castanhas no focinho e bochechas. Preto. Castanho e branco. Tigrado (brindle): fundo vermelho com faixas pretas, estas faixas o mais claramente definidas possível. Deve ter branco nas patas, no peito e na ponta da cauda. Pernas brancas, colar branco e blaze (faixa branca que vai do focinho até o occipital, passando pelo crânio entre as orelhas), são opcionais.

Seu tronco é balanceado, o dorso curto e nivelado, o peito é profundo. Costelas bem arqueadas, profundas e ovais.

Pelo

Curto

Comportamento e cuidados

Comportamento e cuidados

O Basenji é muito conhecido por ser o único cachorro que não late, embora não seja mudo. O Basenji emite sons naturalmente, apenas não late.

De personalidade forte, muito instintivo e independente, apesar de carinhoso e protetor. Não é exatamente uma raça obediente, e definitivamente não é fácil de se treinar, porém é um cão muito inteligente. O temperamento independente e instintivo faz dos basenjis cães bastantes teimosos, e que frequentemente tomam suas próprias decisões. Exatamente por isso os exemplares da raça Basenji são tão eficazes durante uma caçada, pois mudam de ideia durante a perseguição, caso necessário.

A raça precisa de estímulos físicos e mentais regularmente para que não fique frustrado e destrutivo. Suas necessidades se satisfazem com um longo passeio seguido de brincadeiras ou correndo livremente em uma área segura e cercada.

Sua pelagem não necessita de escovações muito frequentes e não costuma ficar com cheiro característico dos cães, por isso banhos ocasionais são suficientes.

Sensibilidade a fármacos

Não relatada

Predisposição à doenças

Fisiológicas

Anomalia Pelger-Huët

  • Falha na segmentação do núcleo dos granulócitos, especialmente dos neutrófilos
  • Não parece ser clinicamente significativo

Gastrointestinais

Gastrite hipertrófica

  • Possível predisposição racial
  • Machos mais predispostos
  • Geralmente afeta cães mais velhos

Linfangiectasia (enteropatia perdedora de proteínas)

  • Predisposição racial

Enteropatia imunoproliferativa em Basenjis

  • Doença específica da raça
  • Geralmente presente antes dos 3 anos de idade

Hematológicas e imunológicas

Deficiência de piruvato quinase

  • Os cães afetados têm glóbulos vermelhos anormais com uma vida útil de cerca de 20 dias
  • Teste de DNA disponível nesta raça

Musculoesqueléticas

Hérnia inguinal

Hérnia umbilical

Oftálmicas

Membrana pupila persiste

Catarata

  • Herança suspeita

Coloboma de nervo óptico

  • Congênito
  • Possivelmente herdado nesta raça

Renais e urinárias

Síndrome de Fanconi

Urolitíase por cistina

  • Machos parecem ser predispostos

Glicosúria renal primária

Reprodutivas

Variação no intervalo interestro

  • Fêmeas da raça normalmente ciclam somente uma vez por ano

Referências bibliográficas

http://www.cbkc.org/padroes/pdf/grupo5/basenji.pdf

http://tudosobrecachorros.com.br/basenji/

http://www.cachorrogato.com.br/racas-caes/basenji/

http://www.guiaderacas.com.br/Basenji.shtml

http://www.fci.be/en/nomenclature/BASENJI-43.html

http://www.akc.org/dog-breeds/basenji/

https://www.basenji.org/BasenjiU/Owner/103History/103History.html

http://www.blogdocachorro.com.br/racas-de-cachorros/basenji/

JERICÓ, Márcia Marques; ANDRADE NETO, João Pedro de; KOGIKA, Márcia Mery. Tratado de Medicina Interna de Cães e Gatos. 1. ed. Rio de Janeiro: Roca, 2015.

GOUGH, Alex; THOMAS, Alison. Breed Predisposition to Disease in Dogs and Cats.1. Ed. Oxford:Blackwell Publishing Ltd, 2004 – páginas 16 à 17.

NELSON, R.W.; COUTO, C.G. Medicina interna de pequenos animais. 5. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015.

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