Terrier Tibetano

Nome da Raça

Terrier Tibetano

Porte

Médio

Peso

Fêmeas: 8-13 kg. Machos: 8-13 kg

Altura na Cernelha

Fêmeas: 36-41 cm. Machos: 36-41 cm

Nível de atividade

Moderada

Temperamento

Carinhoso, sensível, inteligente

Adestrabilidade

Moderada

Introdução

Origem

Apesar do nome, o Terrier Tibetano não é um terrier, mas sim um cão pastor, que também atuava com um guardião para os comerciantes que viajavam do Tibet para a China. Ele foi bem-sucedido nesta função de guarda não tanto pelo seu tamanho ou temperamento, mas sim pelo respeito que ele conquistou, inspirando até um certo medo naquela época por ser considerado o original Cão Sagrado do Tibet.

A sua introdução na Europa, especialmente na Grã-Bretanha remonta à década de 1930 e foi acelerada sob o impulso do Dr. Agnes Greig. Ela descobriu esse cão quando praticava medicina em Kanpur, na Índia, através de uma fêmea chamada Lily.

A raça Terrier Tibetano foi oficialmente reconhecida pela FCI em dezembro de 1957 e pela AKC em 1973.

Nome original

Tibetan Spaniel

País de origem

Tibet (China)

Características gerais

Aspectos raciais

O Terrier Tibetano é um cão resistente, de tamanho médio, pelagem longa, silhueta geralmente quadrada.

A cabeça é bem recoberta por pelos longos, caindo à frente, mas não sobre os olhos e não afetando a habilidade de enxergar do cão. Maxilar inferior portando uma pequena, não exagerada. O crânio é de comprimento médio, nem largo nem grosseiro, estreitando ligeiramente da orelha para os olhos. O stop é marcado em frente aos olhos, mas não exagerado. O focinho é forte, com comprimento dos olhos à ponta da trufa igual ao comprimento dos olhos ao occipital. A mandíbula bem desenvolvida, com incisivos inseridos em ligeira curva, igualmente espaçados e perpendicularmente inseridos à mandíbula. Mordedura em tesoura (isto é, os dentes superiores recobrem os dentes inferiores e são inseridos ortogonalmente aos maxilares) ou em tesoura invertida. Os arcos zigomáticos arqueados, mas não muito desenvolvidos formando uma protuberância. Os olhos são grandes, redondos, nem profundos nem proeminentes. Inseridos razoavelmente separados, de cor marrom escuro. Bordas das pálpebras pretas. As orelhas são pendentes, portadas não tão próximas à cabeça, em forma de “V”, não muito grandes, inseridas bastante altas nas laterais do crânio, bem cobertas por pelos.

O pescoço é forte, musculoso, de comprimento médio, permitindo que a cabeça seja portada acima do nível do dorso e dando uma aparência geral equilibrada. Fluindo para ombros bem posicionados. O tronco é bem musculoso, compacto e poderoso, com o dorso nivelado. O tórax possui costelas bastante arqueadas, com a profundidade do peito até os cotovelos. A cauda é de comprimento médio, inserida razoavelmente alta, portada com uma curva alegre sobre o dorso. Muito bem coberta por pelos. Sua movimentação é suave, com impulso sem esforço e com bom alcance e poderosa propulsão. Quando em trote ou caminhando, tanto membros anteriores quanto posteriores não viram nem para dentro nem para fora.

Os membros anteriores são abundantemente guarnecidos por pelos. Os ombros bem inclinados e com bom comprimento. As mãos são grandes, redondas, com bastante pelos entre os dedos e coxins. Os posteriores também possuem muitos pelos e são bem musculosos. Os joelhos são bem angulados e jarretes inseridos baixos, conferindo propulsão e uma linha superior nivelada. Os pés possuem as mesmas características das mãos.

A pelagem é formada por um pelo duplo, com subpelo fino e lanoso. A pelagem externa profusa, fina, mas não lanosa nem sedosa. É longa e pode ser reta ou ondulada, mas não encaracolada. Qualquer cor é permitida, exceto o chocolate ou fígado sendo as mais frequentes: a branca, dourada, creme, cinza ou fumaça, preta, particolor ou tricolor.

Pelo

Longo

Comportamento e cuidados

Comportamento e cuidados

O Terrier Tibetano é alegre e de boa natureza. Cão de companhia, leal, com maneiras muitas cativantes. Extrovertido, alerta, inteligente e brincalhão. Nem violento, nem briguento. Sem muita afeição por estranhos, late quando julga necessário.

Atualmente o Terrier Tibetano não é considerado um cão de guarda como nos seus antepassados, no entanto, é um excelente cão de companhia que comunicará sua alegria natural e entusiasmo à sua família, com especial apresso por crianças.

Embora gentio e pacífico, o Terrier Ttibetano é um naturalmente teimoso, o que implica uma educação firme por parte do seu dono. Inteligente, ele precisa entender a utilidade do que é solicitado a executar. Junto com a firmeza, o encorajamento deve desempenhar um papel importante na sua educação.

São cães ágeis, mas não são exigentes em relação a um alto grau de exercício, embora gostem de atividades ao ar livre acompanhadas por seus donos. Leves caminhadas diárias devem suprir suas necessidades físicas e psicológicas.

Sua pelagem requer escovações diárias além de banhos ocasionais, quando necessário, para manterem-se saudáveis.

Sensibilidade a fármacos

Não relatada

Predisposição à doenças

Endócrinas

Diabetes mellitus

  • Faixa de idade normal: 4 – 14 anos, com incidência de pico: 7 – 9 anos
  • Fêmeas não castradas estão mais predispostas

Neurológicas

Doença vestibular congênita

  • Sinais vistos antes dos 3 meses de idade

Oftálmicas

Glaucoma

Luxação da lente primária

  • Herança autossômica recessiva simples
  • Idade do início: 3 – 6 anos
  • Frequentemente seguido de glaucoma

Catarata

  • As cataratas corticais posteriores são vistas com menos de 1 ano, e seu progresso pode causar deficiências visual em 4 – 5 anos

Displasia retinal multifocal

  • Condição congênita autossômica recessiva

Atrofia generalizada progressiva da retina

  • Modo de herança desconhecido, mas presumido recessivo
  • A cegueira noturna está presente em 1 ano e a cegueira completa antes dos 2 anos
  • Cataratas secundárias podem ocorrer

Referências bibliográficas

http://cbkc.org/application/views/docs/padroes/padrao-raca_203.pdf

https://www.chien.fr/race/terrier-tibetain/

http://www.akc.org/dog-breeds/tibetan-terrier/

http://www.blogdocachorro.com.br/ranking-de-inteligencia-canina/

http://www.fci.be/en/nomenclature/TIBETAN-TERRIER-209.html

JERICÓ, Márcia Marques; ANDRADE NETO, João Pedro de; KOGIKA, Márcia Mery. Tratado de Medicina Interna de Cães e Gatos. 1. ed. Rio de Janeiro: Roca, 2015.

GOUGH, Alex; THOMAS, Alison. Breed Predisposition to Disease in Dogs and Cats.1. Ed. Oxford:Blackwell Publishing Ltd, 2004 – páginas 152 à 153 .

NELSON, R.W.; COUTO, C.G. Medicina interna de pequenos animais. 5. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015.

Imagem: https://www.pets4homes.co.uk/images/breeds/129/large/0109ce84590ef2ab7b26f564f5160059.jpg