West Highland White Terrier

Nome da Raça

West Highland White Terrier

Porte

Pequeno

Peso

Fêmeas: 7-9 kg. Machos: 7-10 kg

Altura na Cernelha

Fêmeas: 28-30 cm. Machos: 28-30 cm

Nível de atividade

Moderada

Temperamento

Alegre, inteligente e leal

Adestrabilidade

Moderada

Introdução

Origem

Originalmente, como o próprio nome sugere, das Terras Altas do Oeste à Escócia, o West Highland White Terrier descende diretamente dos Terriers escoceses.

Ele deve seu nome e cor ao coronel Malcolm de Poltalloch. Durante uma caçada, o coronel Poltalloch teria disparado acidentalmente em um de seus cachorros vermelhos, um Cairn Terrier, confundindo-o com uma raposa. Ele, portanto, decidiu selecionar filhotes brancos para evitar encontrar um novo acidente desse tipo.

Os primeiros exemplares do West Highland White foram exibidos a partir de 1899. A raça foi oficialmente reconhecida pelo English Kennel Club em 1906 e pela AKC em 1908, depois pela FCI definitivamente em 29 de outubro de 1954.

Nome original

West Highland White Terrier

País de origem

Grã-Bretanha

Características gerais

Aspectos raciais

O West Highland White Terrier é um cão solidamente construído. Em sua cabeça a distância do occipital para os olhos deve ser ligeiramente maior que o comprimento do focinho. A cabeça é revestida de pelagem densa, portada de maneira formar um ângulo reto ou agudo em relação ao eixo do pescoço. Além disso, ela não deve ser portada na extensão do mesmo. Seu crânio ligeiramente arqueado., visto pela frente, apresenta um contorno homogêneo, que desde as orelhas até os olhos, apresenta um sutil afilamento. O stop é marcado, formado pelas arcadas superciliares pesadas e ossudas, situadas imediatamente acima dos olhos e ligeiramente de prumo com uma ligeira depressão entre os olhos. A trufa é preta, muito grande, e confere um perfil sem reentrâncias com o restante do focinho. A cana nasal vai adelgaçando gradualmente dos olhos para a trufa. A cana nasal não é côncava nem cai bruscamente sob os olhos, onde é substanciosa. Maxilares fortes e nivelados. Tão amplos entre os caninos que se tornam compatíveis com a expressão marota. Os dentes são grandes para o porte do cão e apresentam uma articulação em tesoura, isto é, os incisivos superiores recobrem os inferiores e são inseridos ortogonalmente aos maxilares. Os olhos inseridos bem separados, de tamanho médio, não salientes, tão escuros quanto possível e inseridos bem abaixo das grossas sobrancelhas, dando ao cão uma nítida expressão inteligente e penetrante. Olhos claros são altamente indesejáveis. As orelhas são pequenas, eretas, portadas firmemente e terminam pontiagudas. Nem muito afastadas, nem muito próximas. O pelo das orelhas é curto e liso aveludado e não deve ser aparado. As orelhas não devem ter qualquer franja na ponta. As orelhas redondas na ponta, largas, grandes ou grossas, como as revestidas de pelagem abundante, são altamente indesejáveis.

O pescoço tem comprimento suficiente para permitir o porte correto da cabeça. Musculoso espessando gradualmente para a base permitindo fundir-se com os ombros bem oblíquos. O tronco é compacto com o dorso reto, lombo largo e forte. O Tórax é bem profundo, as costelas bem arqueadas na metade anterior, apresentando um aspecto lateral um tanto plano. As costelas posteriores têm uma profundidade considerável e a distância da última costela à garupa é tão curta quanto compatível com o livre movimento do tronco. A cauda tem comprimento de 13 a 15 cm, revestida de pelos ásperos, sem franjas, tão reta quanto possível, portada alta, mas sem ser alegre ou curvada sobre o dorso.

O West Highland White Terrier movimenta-se de forma livre, reta e fluente em todas as direções. Na frente, os membros anteriores trabalham estendidos para frente desde os ombros. Nos membros posteriores, a movimentação é livre, vigorosa e compacta. Os joelhos e jarretes são bem flexionados e os jarretes trabalham sob o corpo promovendo boa propulsão.

Os membros anteriores possuem ombros inclinados para trás. As escápulas são largas e bem amoldadas às paredes da caixa torácica. A articulação escápulo-umeral deve estar à frente. Os cotovelos são bem ajustados para permitir o movimento bem fluente dos membros, paralelamente ao plano médio do tronco. Os antebraços são curtos e musculosos, retos e revestidos de pelagem curta, dura e densa. As mãos são maiores que os pés, redondas, de tamanho proporcional, fortes, densamente acolchoadas e cobertas por pelagem curta e dura. A sola dos coxins e as unhas devem ser preferencialmente pretas. Os membros posteriores são fortes, musculosos e largos, vistos de cima. São curtos, musculosos e vigorosos, com coxas muito musculosas e não muito afastadas. Os joelhos são bem angulados e os jarretes posicionados sob o tronco de maneira a ficarem moderadamente próximos um do outro, quer o cão esteja em posição ortostática ou em movimento. Os pés possuem coxins grandes, fortes e cobertas por pelagem curta e dura.

A pelagem do West Highland White Terrier é dupla. O pelo é duro, de comprimento em torno de 5 cm, sem qualquer cacho. O subpelo é curto, macio e fechado. A única cor é branca.

Pelo

Semi-longo

Comportamento e cuidados

Comportamento e cuidados

O West Highland White Terrier é um cão cheio de alegria, ativo e intrépido. Ele é um companheiro agradável que sabe mostrar seu carinho ao dono e à sua família, ao mesmo tempo que é dotado de uma personalidade bastante independente, que pode torna-lo muitas vezes teimoso.

É uma raça que se dá bem com crianças, mas em relação a outros cães necessita de supervisão. O West Highland White Terrier que normalmente só late quando julga necessário.

Caminhadas diárias e atividades ao ar livre suprem as necessidades físicas e psicológicas do West Highland White Terrier, mantendo-se assim equilibrado física e psicologicamente.

Recomenda-se ensinar-lhe a respeitar os limites desde cedo. O West Highland White Terrier está sempre inclinado a brincar e trabalhar. Essas duas qualidades possibilitam serem utilizadas em sua educação, misturando firmeza e recompensas.

Sua pelagem necessita ser escovada diariamente e banhos devem ser dados quando necessário, com atenção especial para os pelos que são naturalmente secos, por isso o excesso de banhos pode ser prejudicial.

Sensibilidade a fármacos

⦁Não relatada

Predisposição à doenças

Cardiovasculares

⦁Defeito do septo ventricular

  • Congênito

⦁Tetralogia de Fallot

  • Congênito

⦁Estenose pulmonar

  • Terceira causa mais frequente de doença cardíaca congênita canina
  • Herança pode ser de modo poligênico

Dermatológicas

⦁Dermatite por Malassezia

  • Afeta cães adultos de qualquer idade ou sexo
  • Frequentemente sazonal

⦁Demodicose generalizada

⦁Atopia

  • Fêmeas predispostas
  • Idade de início: 6 meses a 7 anos
  • Pode ou não ser sazonal

⦁Seborréia primária

  • Provavelmente herdado como um traço autossômico recessivo
  • Os sinais aparecem pela primeira vez em idade precoce e pioram com a idade

⦁Displasia epidérmica

  • Provavelmente herdado como um traço autossômico recessivo
  • Geralmente afeta cachorros com idade entre 6-12 meses

Gastrointestinais

⦁Hepatite crônica

  • Possível predisposição racial
  • Visto em cães jovens de meia idade

Hematológicas e imunológicas

⦁Deficiência de piruvato quinase

  • Cães afetados têm glóbulos vermelhos anormais com uma vida útil de cerca de 20 dias
  • Teste de DNA disponível nesta raça

Musculoesqueléticas

⦁Necrose asséptica da cabeça femoral

  • Também conhecida como doença de Legg-Calve-Perthes
  • Idade média de início: 7 meses
  • Etiologia desconhecida

⦁Osteopatia craniomandibular

  • Herdado como uma característica autossômica recessiva nesta raça
  • Geralmente afeta cachorros com idade entre 3 – 8 meses

⦁Hérnia inguinal

Neoplásicas

⦁Histiocitoma cutâneo canino

  • Possível predisposição da raça
  • Mais comum em cães jovens 1-2 anos de idade

Neurológicas

⦁Surdez congênita

⦁Doença do cão tremedor (Shaker)

  • Predisposição de raça
  • Idade do início clínico: 9 meses a 2 anos

⦁Hemivértebra

  • Congênito

Oftálmicas

⦁Ceratoconjuntivite seca

  • Predisposição racial
  • Alta incidência nesta raça
  • Idade do início: 4-7 anos
  • Fêmeas predispostas (70%)

⦁Úlcera de córnea refratária

  • Predisposição racial
  • Geralmente cães de meia-idade

⦁Membranas pupilares persistentes

  • Defeito congênito; herança não definida nesta raça

⦁Luxação de lente

  • A herança autossômica dominante sugeriu
  • Idade do início: 3-4 anos, mais tarde nos EUA
  • Frequentemente seguido de glaucoma

⦁Catarata congênita

  • Herança suspeita

Renais e urinárias

⦁Doença renal policística

  • Herança autossômica recessiva suspeita
  • Relatado em cães jovens (5 semanas de idade)

⦁Ureteres ectópicos

  • Anomalia congênita; maior incidência relatada nesta raça
  • Geralmente apresenta com <1 ano de idade
  • Mais comumente diagnosticado em fêmeas

Respiratórias e pneumológicas

⦁Fibrose intersticial pulmonar

  • Etiologia desconhecida
  • Afeta cães mais velhos

Referências bibliográficas

http://www.cachorrogato.com.br/racas-caes/west-highland-white-terrier/

http://www.guiaderacas.com.br/westie.shtml

http://www.fci.be/en/nomenclature/WEST-HIGHLAND-WHITE-TERRIER-85.html

http://cbkc.org/application/views/docs/padroes/padrao-raca_99.pdf

http://www.akc.org/dog-breeds/west-highland-white-terrier/

https://www.chien.fr/race/west-highland-white-terrier/

JERICÓ, Márcia Marques; ANDRADE NETO, João Pedro de; KOGIKA, Márcia Mery. Tratado de Medicina Interna de Cães e Gatos. 1. ed. Rio de Janeiro: Roca, 2015.

GOUGH, Alex; THOMAS, Alison. Breed Predisposition to Disease in Dogs and Cats.1. Ed. Oxford:Blackwell Publishing Ltd, 2004 – páginas 155 à 157.

NELSON, R.W.; COUTO, C.G. Medicina interna de pequenos animais. 5. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015.

Imagem: https://www.pets4homes.co.uk/images/articles/3499/large/spotlight-on-the-west-highland-white-terrier-winner-at-crufts-56ea7f65e8e3d.jpg