Russo Azul

Nome da Raça

Russo Azul

Peso

Fêmeas: 3-5,5 kg. Machos: 3-5,5 kg

Altura

Fêmeas: 20-25 cm. Machos: 20-25 cm.

Temperamento

Ativo, brincalhão e independente

Introdução

Origem

As origens desta raça são controversas. De acordo com algumas opiniões, a partir do século XVII, teria vivido uma população de gatos de pelagem azul, mais ou menos comprida, nas margens do mar Branco, na região do porto de Arkhangelsk.

Por volta de 1860, um cargueiro comercial inglês ou russo trouxe estes gatos para a Grã-Bretanha, onde teriam sido exibidos em Londres, a partir de 1871, sob a designação Russian Shorthair, Archangel Blue (derivado do nome do porto de Arkhangelsk) ou Blue Foreign (Azul estrangeiro).

Segundo outras teorias, esta raça seria originária da Bacia Mediterrânica, tal como o Chartreux, o que lhe valeu as designações de Gato de Malta, Azul de Espanha... O nome Azul da Rússia foi oficializado em 1939.

Depois da Segunda Guerra Mundial, para salvar a raça, efetuaram-se cruzamentos com o British Shorthair Blue e o Siamês Blue Point. A sua morfologia recorda assim o tipo oriental. Na Europa e mais especificamente em Inglaterra, durante os anos 60 assistiu-se ao regresso ao tipo original com um corpo mais curto e uma pelagem mais escura. Os criadores americanos apuraram um gato mais leve, com cabeça, corpo e patas muito finas e uma pelagem mais clara.

É um gato muito popular nos Estados Unidos e no Japão, local aonde chega a ser venerado. Nos Estados Unidos, após vários cruzamentos realizados nos anos 80, surgiu um Russo Azul de pelo semi-longo, denominado Nebelung, “criatura da Bruma”. Em 1987, esta raríssima variedade foi reconhecida pela T.I.C.A. como uma nova raça.

Outra designação

Archangel Cat, Gato de Arkhangelsk, Arcanjo Azul, Gato de Malta, Azul da Noruega, Azul de Espanha, Gato Espanhol Azul, Azul Americano, Russian Shorthair

País de origem

Rússia

Características gerais

Aspectos raciais

Corpo longo, tipo “foreign”. Estrutura óssea fina a média. Boa musculatura. Pelagem curta, densa, muito fina, ligeiramente levantada do corpo como pelúcia. Suave, sedosa, dupla com um subpelo muito denso. Cor: azul-acinzentado, unicolor com reflexos prateados (tipping silver). São toleradas as marcas tabby fantasma nos gatinhos, que desaparecerão quando o animal atingir um ano de idade. O nariz é azul acinzentado e os coxins plantares cor de lavanda escura. A prolongada exposição ao sol pode escurecer a pelagem. As variedades negras e brancas, desenvolvidas na Europa e na Nova Zelândia, reconhecidas pelo G.C.C.F., não são aceites pela F.I.Fe, nem pelas associações americanas.

Cabeça curta e cuneiforme com faces planas. Orelhas grandes, largas na base, dirigidas para frente. Extremidades ligeiramente arredondadas. Pele das orelhas fina e transparente, com uma pequena quantidade de pelos no interior. Olhos grandes, bastante afastados, amendoados (quase redondos, levemente ovalados) ligeiramente oblíquos. Cor: verde vivo. Nos gatinhos a cor varia do amarelo ao verde. A maturidade da cor só é alcançada depois de atingir 1 ano de idade. Focinho de comprimento médio. Nariz reto, sem “stop”.

Patas compridas, finas. Musculatura firme. Pés pequenos, redondos e ovais. Cauda relativamente comprida, direita, afilando desde a base bastante espessa até a extremidade fina.

Pelo

Curto

Comportamento e cuidados

Comportamento e cuidados

Gato ativo, atleta e brincalhão. Aprecia a calma e detesta o barulho e a agitação. Independente, prudente, de caráter autoritário, não tolera ser forçado. Apesar de ser sociável, é também reservado e não gosta de estranhos.

Sensível, afetuoso, bastante exclusivo, possui uma voz muito doce. Adapta-se bem à vida num apartamento, mas como é um bom caçador aprecia a existência de um jardim. É sexualmente precoce. As linhagens inglesas são mais prolíficas que as americanas.

Fácil manutenção. Os cuidados com a higiene corporal, oral, alimentação e hidratação são extremamente importantes. A raça possui pelagem curta, necessitando de apenas uma escovação semanal.

A higiene oral diária evita doenças periodontais. A ração deve ser de boa qualidade e a hidratação deve estar sempre disponível.

Manter o animal domiciliado para protegê-lo de doenças propagadas por outros gatos, ataques de cães e acidentes automobilísticos.

A vacinação e desverminação devem sempre estar em dia. Visitas periódicas ao veterinário são bem-vindas, mesmo que seja para um simples “check-up”. Sua expectativa de vida varia, em média, é de 10 a 15 anos.

Sensibilidade a fármacos

Os felinos apresentam respostas diferentes daquelas manifestadas pelos cães quando submetidos à administração de diversos fármacos.

A intoxicação de gatos medicados com drogas como o paracetamol, o ácido acetilsalicílico e a dipirona por seus donos é bastante frequente, podendo por vezes, levar o animal a óbito. Por outro lado, sabe-se hoje que drogas anteriormente contra-indicadas para gatos, como os opióides, podem ser usadas com segurança nas doses recomendadas para felinos.

Para isso, é necessária a constante busca por atualização por parte dos veterinários nesta área que é tão pouco discutida, mas que vem ganhando importância cada vez maior com o crescente número da população felina.

As doses de muitos medicamentos utilizados em felinos são obtidas a partir daquelas utilizadas para cães, podendo desencadear reações adversas nesses animais. Essas manifestações ocorrem devido às diferenças no metabolismo entre as espécies.

Gatos apresentam uma deficiência relativa na atividade de algumas enzimas como a glicuronil transferase, que catalisam as reações de conjugação mais importantes no metabolismo de fármacos dos mamíferos.

Além disso, estes animais são muito suscetíveis à metahemoglobinemia e à formação de corpúsculos de Heinz após a administração de alguns fármacos, por possuir um número maior de grupos sulfidril nas hemácias, comparado com cães e humanos.

Sendo assim, é importante que o médico veterinário esteja atento a essas peculiaridades metabólicas dos gatos para melhor atender e informar seus clientes.

Predisposição à doenças

Atualmente, não há relatos de incidências patológicas herdadas e específicas no Russo Azul. É um gato muito saudável que não apresenta histórico de problemas de saúde sérios e os criadores tentam mantê-lo dessa maneira. 

Referências bibliográficas