Schipperke

Nome da Raça

Schipperke

Porte

Pequeno

Peso

3 – 9 kg

Altura na Cernelha

Machos: 28 – 33 cm. Fêmeas: 25 – 30 cm.

Nível de atividade

Alta

Temperamento

Alerta, confiante e curioso

Adestrabilidade

Alta

Introdução

Origem

No dialeto belga Flemisch, Schipperke quer dizer “pequeno pastor”. Esta raça possui o mesmo antepassado dos Pastores Belga que provavelmente foi um cão pastor chamado “Leuvenaar”, uma raça antiga.

A origem do Schipperke vem do século XVII. Em 1960 foi o cão favorito dos trabalhadores e sapateiros do bairro St. Gery, em Bruxellas, onde organizavam competições para mostrar os complicados trabalhos de colares de metal com os quais adornavam seus cães. Era conhecido como caçador de camundongos, ratos, toupeiras e outros roedores.

O Schipperke foi apresentado em exposição pela primeira vez em 1882 na cidade de Spa na região de Liège. Tornou-se o cão da moda graças a rainha Marie-Henriette da Bélgica. Foi introduzido na Inglaterra e nos Estados Unidos em 1887. O primeiro padrão foi estabelecido em 1888 pelo Clube responsável pela raça na Bélgica. Através dos anos, grandes esforços foram feitos para unificar o tipo. Naquela época haviam discussões a respeito das diferentes variedades vindas de Anvers, Louvain e de Bruxelas.

A raça foi oficialmente reconhecida pela AKC em 1904 e pela FCI em 1954.

Nome original

Schipperke

País de origem

Bélgica

Características gerais

Aspectos raciais

O Schipperke é um pequeno cão pastor de aparência lupóide, solidamente construído. Sua cabeça em forma de cunha, mas não muita longa e larga o bastante para ficar balanceada com o corpo. Os ossos das arcadas superciliares e bochechas, são moderadamente arqueadas. A passagem entre a região craniana para a região facial é visível, mas não pronunciada demais. De frente é larga, estreitando em direção aos olhos, ligeiramente arredondada, quando vista de perfil. As linhas superiores do crânio e do focinho são paralelas e o stop é pronunciado, mas não exagerado.

A trufa é pequena, sempre preta, e o focinho retilíneo segue finando em direção a ela. Os lábios são pretos, bem aderentes. A mordedura é em tesoura com a dentição completa. As bochechas são bem formadas, unindo-se imperceptivelmente nas laterais do focinho. Os olhos do Schipperke são marrons escuros, pequenos, amendoados, não muito profundos, nem globulosos, agudos transmitem um olhar vivo e malicioso. As orelhas são eretas, muito pequenas, pontudas, triangulares. Inseridas altas, mas não muito próximas uma da outra, firmes e extremamente móveis.

O pescoço é forte, poderosamente musculoso e parecendo muito volumoso em razão da pelagem abundante ao seu redor. É de tamanho médio, bem inserido nos ombros, bem portado e mais alto quando o cão está em alerta, a linha superior é ligeiramente arqueada. O tronco é curto e largo, por isso atarracado, mas não massudo demais ou pesado. Seu comprimento da ponta do ombro à ponta do ísquio é igual a altura da cernelha ao solo. O dorso é curto, reto e forte, com o lombo poderoso e a garupa curta, larga e horizontal.

A parte posterior da garupa até a ponta da nádega é a arredondada, forma conhecida como garupa de porco da Guinéa. O tórax é profundo com um bom arqueamento das costelas. De perfil, o antepeito é proeminente. Alguns cães nascem completamente sem a cauda ou com uma rudimentar ou incompleta. Em repouso, a cauda natural é inserida alta e preferivelmente, pendente e pode estar elevada quando o cão estiver em movimento, portada em nível com a linha superior.

Os membros possuem ossatura fina e são bem colocados abaixo do corpo. Os anteriores são retos, quando vistos por qualquer lado e são perfeitamente paralelos, quando vistos de frente. Seu comprimento, do solo até os cotovelos, é aproximadamente igual a metade da altura na cernelha. As mãos são pequenas, redondas e fechadas, chamada de pé de gato, com dedos arqueados, unhas fortes e sempre pretas. Os posteriores são perfeitamente paralelos, quando vistos por trás. As coxas são longas, fortemente musculosas, parecendo mais largas do que são, por causa da pelagem. Os pés possuem as mesmas características das mãos, porém ligeiramente mais longos.

A movimentação do Schipperke é em trote flexível com um alcance razoável e uma boa propulsão dos posteriores. A linha superior continua horizontal e os membros se movem paralelamente. O movimento dos anteriores deve estar em harmonia com o movimento dos posteriores e os cotovelos não devem virar nem para dentro, nem para fora. Com uma velocidade maior, os membros convergem.

A pele é bem aderente sobre todo o corpo. A pelagem é abundante, espessa e reta, suficientemente áspera, com uma textura fina, seca e resistente ao toque, formando uma excelente proteção junto com o subpelo que é macio e espesso. Pelos rasos nas orelhas, curtos na cabeça, na parte da frente das pernas anteriores e nos jarretes. No corpo, o pelo longo é bem assentado. Em torno do pescoço, o pelo é mais longo e mais arrepiado, começando nas bordas externas das orelhas, formando, especialmente nos machos, mas também nas fêmeas, um longo e típico “tufo” (pelos compridos ao redor do pescoço, em tufos de cada lado), uma “juba” (pelos longos em cima do pescoço, prolongando-se até a cernelha e mesmo nos ombros) e um “jabô” (pelos longos abaixo do pescoço e no peito, estendendo-se por entre as pernas anteriores e desaparecendo gradualmente abaixo do peito).

Atrás das coxas, longos e abundantes pelos cobrem a região anal, cujas pontas são voltadas para dentro, em uma forma muito típica para os culotes. A cauda é guarnecida com pelos do mesmo comprimento que os do corpo. A única cor da pelagem é o totalmente preto. O subpelo não precisa ser completamente preto, pode ser também cinza escuro, contanto que esteja completamente escondido pela pelagem de cobertura.

Comportamento e cuidados

Comportamento e cuidados

O Schipperke é um excelente pequeno cão de guarda, de excepcional atenção, de intensa vitalidade, indiferente com estranhos. Ativo e sempre em movimento, ágil, infatigável, sempre interessado ao que se passa ao seu redor, inclinado a morder, caso alguém se aproxime de objetos por ele guardados. Muito dócil com crianças, é sempre curioso ao que se passa por trás de uma porta fechada ou atrás de um objeto que se mova, mostrando sua reação com um latido agudo, sua crina enriçada e com os pelos do dorso arrepiados. Ele é um cão curioso que caça ratos, toupeiras e outros roedores.

O Schipperke é um excelente pequeno cão de guarda, de excepcional atenção, intensa vitalidade, indiferente com estranhos, especialmente ativo e curioso. Possui uma enorme vivacidade e alegria, sendo muito frequentemente utilizado como cão de alarme, uma vez que late ao menor sinal estranho. Esse comportamento deve desde cedo ser controlado pelo proprietário, evitando que o Schipperke se transforme numa máquina de latir.

Valentes e determinados, são cães que precisam de espaço para atividade e estão sempre dispostos a qualquer atividade, por isso necessitam de intensas caminhadas diárias para drenar sua energia. Sua constituição física, agilidade natural e velocidade, também indicam o Schipperke para a prática do agility.

Apesar do tamanho pequeno, são muito resistentes e especialmente afáveis com crianças. Assimila com facilidade os comandos básicos e com grande rapidez os exercícios mais complexos, o que explica o grande sucesso que alguns exemplares obtém nas provas de obediência.

Por sua origem, o Schipperke é um cão bastante apegado aos donos, não sendo, de forma alguma, recomendado deixá-los por longos períodos sem supervisão. Com outros cães pode desenvolver uma relação bastante boa, mas não se deve subestimar o gênio forte do Schipperke.

Sua pelagem não necessita de cuidados especiais, sendo recomendado apenas escovações semanais e banhos quando necessário.

Sensibilidade a fármacos

Não relatada

Predisposição à doenças

Dermatológicas

Pemphigus foliaceous

  • Nenhuma predisposição sexual
  • Idade média de início: 4 anos

Displasia folicular canina

  • Suspeita de herança genética

Neurológicas

Galactossialidose

  • Deficiência combinada da atividade das enzimas βgalactosidase e αneuraminidase
  • Causa acúmulo de glicolipídios contendo βgalactosil terminal e resíduos de αsialil, e oligossacarídios ligados ao nitrogênio (N) de modo similar à galactossialidose de início na fase adulta, em humanos
  • Pode apresentar sintomas vestibular central e cerebelar

Mucopolissacaridose III ou doença de Sanfilippo

  • Esta raça apresta a variante B, caracterizada por deficiência enzimática de N-acetil-α-D-glicosaminidase
  • Doença relata em animais de 3 anos de idade,
  • Causa quadros de tremores e episódios de quedas, associados a dismetria, ataxia com os membros pélvicos e marcha de base ampla e balanço do tronco

Oftálmicas

Catarata

  • Suspeita de herança genética
  • Idade mais comum do início: 7 anos
  • Lentamente progressivo

Atrofia progressiva da retina

  • Suspeita de herança autossômica recessiva simples
  • Idade do início clínico: 2 – 7 anos

Respiratórias e pneumológicas

Fibrose pulmonar idiopática

  • Tende a ser aparecer em cães de meia-idade ou idosos embora sinais característicos tenham sido encontrados em pacientes jovens aos 2 anos de idade.

Referências bibliográficas

http://cbkc.org/application/views/docs/padroes/padrao-raca_25.pdf

http://www.akc.org/dog-breeds/schipperke/

http://www.dogtimes.com.br/schipper.htm

http://www.fci.be/en/nomenclature/SCHIPPERKE-83.html

http://www.blogdocachorro.com.br/ranking-de-inteligencia-canina/

JERICÓ, Márcia Marques; ANDRADE NETO, João Pedro de; KOGIKA, Márcia Mery. Tratado de Medicina Interna de Cães e Gatos. 1. ed. Rio de Janeiro: Roca, 2015.

GOUGH, Alex; THOMAS, Alison. Breed Predisposition to Disease in Dogs and Cats.1. Ed. Oxford:Blackwell Publishing Ltd, 2004 – página 133.

NELSON, R.W.; COUTO, C.G. Medicina interna de pequenos animais. 5. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015.

Imagem: https://www.pets4homes.co.uk/images/breeds/182/large/e29e41087e186fdc3113c70729966939.jpg