Cirneco do Etna

Nome da Raça

Cirneco do Etna

Porte

Médio

Peso

Fêmeas: 10-12 kg Machos: 8-10 kg

Altura na Cernelha

Fêmeas: 42-46 cm Machos: 46-50 cm

Nível de atividade

Alta

Temperamento

Alerta, gentil, independente

Adestrabilidade

Moderada

Introdução

Origem

Os clássicos estudos das raças caninas disseminadas na bacia do Mediterrâneo chegaram à conclusão de que o Cirneco do Etna seria descendente dos antigos cães de caça criados no Vale do Nilo na época dos faraós, cães estes que teriam chegado à Sicília com os Fenícios. Porém, pesquisas mais recentes falam em favor de uma nova concepção, segundo a qual o Cirneco do Etna seria uma raça autóctone de origem siciliana, vindo precisamente das imediações do Etna. 

Moedas e gravuras revelam que o Cirneco do Etna existiu nesta região muitos séculos antes de Cristo. O Cirneco dell'Etna ou Cirneco de Etna, também conhecido como o galgo siciliano, pode parecer um pequeno Pharaoh Hound, mas é uma raça distinta de origem italiana, com suas próprias marcas de cores, forma de cauda e formato de orelhas. Ele recebe o nome do Monte Etna, na ilha italiana da Sicília, onde seus antepassados caçavam coelhos e lebres. 

Hoje, esta raça rara é predominantemente um companheiro familiar. O Cirneco foi reconhecido pelo United Kennel Club em 2006. A raça também faz parte do American Stock Kennel Club Foundation Stock Service, o primeiro passo para o reconhecimento da AKC.

Nome original

Cirneco do Etna

País de origem

Itália

Características gerais

Aspectos raciais

Essa raça é elegante e delgada, de tamanho médio, não atarracado, robusto e resistente. De conformação morfológica ligeiramente longilínea e de clara construção. Sua pele é fina. 

O crânio tem formato oval em sentido longitudinal, os eixos superiores do crânio e do focinho são pouco divergentes ou paralelos. O perfil superior do crânio é tão pouco convexo que aparenta ser quase plano e a largura do crânio entre os arcos zigomáticos não deve ultrapassar a metade do comprimento da cabeça. 

Na região facial, a rufa tem formato verdadeiramente retangular e preferivelmente grande, sua cor corresponde a cor da pelagem (marrom bastante escuro, marrom claro ou cor de carne). O comprimento do focinho corresponde a pelo menos 80% do comprimento do crânio. Assim, o focinho é pontiagudo.

Maxilares normalmente desenvolvidos apesar de não parecerem fortes; mandíbula ligeiramente desenvolvida, com queixo recuado. Os olhos são pequenos, de cor ocre não muito escuro, âmbar ou cinza, nunca marrons ou de cor avelã escuro, em posição lateral, de expressão doce. Possuem formato oval e a pigmentação das bordas das pálpebras corresponde a cor da trufa. 

As orelhas são inseridas bem altas e próximas, eretas e bem rígidas, abertas para frente, possuem formato triangular, com as pontas estreitas e não devem ser cortadas. Seu comprimento não ultrapassa a metade do comprimento da cabeça. No seu pescoço, o perfil superior bem arqueado (convexo). Seu comprimento é igual ao da cabeça. De forma similar a um cone truncado; os músculos são aparentes, especialmente ao longo do bordo superior. 

A pele é fina e esticada, muito ajustada e sem formar barbela. Seu tronco tem a linha superior reta e inclinando-se elegantemente da cernelha para a garupa. Cernelha: Elevada sobre a linha dorsal, estreita por causa da convergência das escápulas; une-se harmoniosamente ao pescoço sem deixar marca alguma na linha superior.

Dorso: De perfil superior reto, com músculos moderadamente desenvolvidos. O comprimento da parte torácica mede aproximadamente 3 vezes o comprimento da parte lombar. Lombo: O comprimento do lombo alcança aproximadamente 1/5 da altura na cernelha e sua largura se aproxima de seu comprimento; os músculos são curtos e ligeiramente visíveis, porém firmes. Garupa: O perfil superior é bastante plano e sua inclinação é de cerca de 45° com a horizontal. 

O comprimento desta garupa inclinada, seca e sólida atinge quase 1/3 da altura na cernelha e a largura é quase a metade de seu comprimento; os músculos da garupa não são visíveis.

Peito: O comprimento do peito é ligeiramente maior do que a metade da altura na cernelha (aproximadamente 57%) e sua largura (medida na sua parte mais larga) é ligeiramente menor do que 1/3 da altura na cernelha; o tórax desce até a altura dos cotovelos ou quase, mas sem ultrapassar o seu nível; as costelas são ligeiramente arqueadas, mas jamais planas; o perímetro do peito ultrapassa a altura da cernelha em aproximadamente 1/8, determinando um peito preferivelmente estreito.

O perfil inferior ascende regularmente até o ventre, sem qualquer interrupção brusca. Ventre seco e retraído, flancos de comprimento igual ao da região renal. A cauda tem inserção baixa, bastante grossa e de espessura uniforme em todo o seu comprimento, bastante longa, atinge ou ultrapassa ligeiramente o jarrete; portada em sabre quando em repouso; enrolada sobre o dorso, em forma de trompete, quando em ação. Pelo liso. 

Os membros anteriores são retos e paralelos, vistos de perfil, uma linha vertical imaginária do ombro toca a ponta dos dedos. Uma outra linha vertical imaginária, indo da articulação úmero-radial, divide o antebraço e o carpo em duas partes mais ou menos iguais, terminando na metade do metacarpo.

Vistos de frente, os aprumos devem corresponder a uma linha vertical imaginária que parte do ponto do ombro que divide o antebraço, o carpo, o metacarpo e as patas em duas partes mais ou menos iguais. A altura dos anteriores, do cotovelo ao solo, é ligeiramente maior do que a metade da altura na cernelha. Ombros:

O comprimento da escápula deve atingir aproximadamente 1/3 da altura na cernelha, com uma inclinação abaixo da horizontal de 55º; as pontas das escápulas estão próximas entre si; o ângulo escápulo-umeral mede de 115º a 120°. Braços: Seu comprimento é igual à metade do comprimento do membro medido do solo ao cotovelo; quase perfeitamente paralelos ao plano mediano do corpo, ligeiramente inclinado abaixo da horizontal, com músculos notáveis e distintos.

Cotovelos: Inseridos no nível ou abaixo da linha do esterno, paralelos ao plano mediano do tronco; a angulação úmero-radial medindo aproximadamente 150º. Antebraços: O comprimento é igual a 1/3 da altura na cernelha; retos e paralelos; a articulação carpo-cubital é bem visível; a estrutura óssea é leve, mas sólida. Articulação do Carpo: Prolonga uma linha reta do antebraço; osso pisiforme proeminente.

Metacarpos: O comprimento dos metacarpos não deve ser inferior a 1/6 da altura do membro anterior, medido do solo ao cotovelo; mais largos que os carpos, mas planos e secos; são ligeiramente inclinados de trás para frente. A estrutura óssea é plana e seca. Patas: De formato oval (patas de lebre), com dedos compactos e arqueados. Unhas fortes e curvadas, de cor marrom ou ocre rosado, mas nunca pretas. Almofadas duras, da mesma cor que as unhas. 

Os membros posteriores são retos e paralelos. Vistos de perfil, uma linha vertical, que desce da ponta da nádega até o solo, quase toca ou toca a ponta dos dedos. Vistos por trás, uma linha imaginária vertical que vai da ponta da nádega até o solo divide a ponta do jarrete, o metatarso e as patas em duas partes iguais. O comprimento total do membro posterior mede aproximadamente 93% da altura na cernelha. Coxas: Longas e largas.

Seu comprimento e de 1/3 da altura na cernelha. Os músculos são planos e o bordo posterior da coxa é ligeiramente convexo. A largura da face externa da coxa é igual a 3/4 de seu comprimento. O ângulo coxofemoral mede aproximadamente 115°. Joelhos: Devem se situar sobre a vertical que vai da ponta da nádega ao solo. O ângulo tíbio-femoral é de aproximadamente 120°.

Pernas: De comprimento ligeiramente inferior que o da coxa e angulada a 55º com a horizontal. Os músculos que a revestem são secos e bem aparentes. A estrutura óssea é leve com a canela bem marcada. Jarretes: A distância do solo à ponta do jarrete não ultrapassa 27% da altura na cernelha. Sua face externa é larga; o ângulo tíbio-tarsiano é de aproximadamente 135º.

Metatarsos: Seu comprimento e igual a 1/3 do comprimento do membro anterior, medido do solo ao cotovelo; de forma cilíndrica e em posição vertical, ou seja, perpendicular ao solo; não apresenta ergôs. Patas: Ligeiramente ovais, com as mesmas características das patas anteriores. 

A movimentação, de acordo com o padrão da raça, é ao galope com períodos intermitentes de trote. Sua pele é fina, bem aderente sobre todas as partes do corpo. A cor varia de acordo com a cor da pelagem. As mucosas e a pele da trufa são pigmentadas com as cores descritas para a da trufa e nunca devem apresentar manchas pretas e nem serem despigmentadas. 

O seu pelo é curto na cabeça, nas orelhas e nos membros; semi-longo (mais ou menos 3 cm), mas bem liso e assentado sobre o corpo e cauda. Pelos retos e rígidos como os pelos de cavalos.

As cores padrões dessa raça são: Fulvo unicolor, mais ou menos intenso ou diluído; Fulvo com branco mais ou menos extenso (lista branca na cabeça, marca branca no peito, branco nas patas, branco na ponta da cauda, ventre branco; um colar branco é menos apreciado); Branco unicolor ou branco com manchas de cor laranja são tolerados; um pelo fulvo mesclado com pelos ligeiramente mais claros ou mais escuros. 

Pelo

Curto

Comportamento e cuidados

Comportamento e cuidados

O Cirneco é um cão alerta e gentil, com um temperamento independente. É curioso, brincalhão e adora estar com as pessoas. Ele também é inteligente e treinável, especialmente se você usa técnicas de reforço positivo como elogios, e petiscos.

Embora seja pequeno, o Cirneco é um caçador de alma. Mantenha o animal sempre próximo a você e coleira bem amarrada, pois, se encontrar um esquilo ou gato na rua, ele poderá começar uma perseguição. No entanto, um tom severo de voz deve ser suficiente para trazê-lo de volta para você. Comece a treinar e socializar o cão Cirneco ainda filhote, ele é capaz de absorver tudo o que for ensinado. 

O Cirneco tem um pelame brilhante e castanho-claro que é fácil de cuidar, sendo necessário apenas uma escovação semanal. O resto abrange manejo básico como idas periódicas ao veterinário, alimentação de boa qualidade e escovação dentária semanal.

Sensibilidade a fármacos

Não foram encontrados em literatura relatos de sensibilidade à fármacos específicos relacionados à raça em questão.

Predisposição à doenças

Não foram encontrados em literatura relatos de predisposição à doenças específicas relacionados à raça em questão.

Referências bibliográficas

CBKC Confederação Brasileira de Cinofilia. Padrão Oficial da Raça: Cirneco do Etna. Disponível em: http://cbkc.org/racas. Acesso em: 15 fev. 2018. 

FOGLE, B. Guia Ilustrado Zahar Cães. 2 ed. Rio de Janeiro: Zahar, 2009. 344 p.

Nestlé Purina Australia. Dog Breeds. Cirneco dell’Etna. Disponível em: http://www.purina.com.au/owning-a-dog/dog-breeds/CirnecoDellEtna . Acesso em: 10 fev. 2018

Pet guide. Breeds. Dog Breeds. Cirneco dell’Etna. Disponível em: http://www.petguide.com/breeds/dogs/cirnecodelletna. Acesso em: 10 fev. 2018

Vet Street. Dog Breeds. Cirneco dell’Etna. Disponível em: http://www.vetstreet.com/dogs/cirneco-delletna. Acesso em: 10 fev. 2018

Imagem disponível em: http://www.petguide.com/wp-content/uploads/2015/04/cirneco-dell-etna.jpg