Volpino Italiano

Nome da Raça

Volpino Italiano

Porte

Pequeno

Peso

Fêmeas: 3 a 4 kg. Machos: 3 a 4 kg

Altura na Cernelha

Fêmeas: 25 a 28 cm. Machos: 27 a 30 cm

Nível de atividade

Médio

Temperamento

Alegre, esperto e brincalhão

Adestrabilidade

Média

Introdução

Origem

Sua origem data de 4000 a.C., existindo inclusive esqueletos fossilizados ao redor de colunas de fundação de aldeias lacustres que comprovam a existência da raça desde a Era de Bronze. 

Ao longo dos séculos, foi um companheiro de celtas, romanos, alemães e até mesmo vikings. É um dos descendentes do Spitz Europeu e possui os mesmos antepassados do Spitz Alemão, do qual ele não é um descendente, mas um parente. Em 1502 foi representado em pinturas Venezianas por Vittore Carpaccio. 

Foi apreciado por nobres e pobres, sendo utilizado como cão de companhia e cão de guarda. Era idolatrado nos palácios da nobreza italiana. Durante o século XVIII, foi muito usado por carroceiros da Toscana e do Lácio, anunciando ruidosamente qualquer pessoa estranha encontrada pelo caminho.

Chegou perto da extinção em 1954, contudo alguns criadores tentaram reviver a raça em 1984. A tentativa foi bem sucedida uma vez que a raça ainda existe, no entanto é ainda rara atualmente.

O Volpino foi o cão de Michelangelo, sendo possível encontrar referências da raça em pinturas.

Nome original

Volpino Italiano

País de origem

Itália

Características gerais

Aspectos raciais

Sua aparência geral é de um cão de tamanho pequeno, muito compacto, harmonioso, coberto por pelos eretos e longos.

Possui cabeça em forma de pirâmide e stop bem definido. Sua trufa é larga, preta e com narinas bem abertas. O focinho apresenta as faces laterais convergentes e pontudas, mas não exageradamente. Os lábios são um pouco espessos e firmemente fechados. Possui mordedura em tesoura; mordedura em pinça (torquês) é tolerada.

Seus olhos são bem abertos, arredondados e de tamanho normal; expressão denotando vigilância e vivacidade. A cor da íris é marrom escuro; as bordas das pálpebras são pretas. As orelhas têm formato triangular, eretas, são inseridas altas e próximas entre si. Seu comprimento alcança, aproximadamente, a metade do comprimento da cabeça.

O pescoço está sempre portado alto e seu tronco apresenta construção quadrada. A cauda está altamente inserida e portada enrolada sobre o dorso e alcançando o mais próximo do pescoço quanto possível.

Os membros anteriores inserem-se perfeitamente verticais um em relação ao outro e paralelos entre si; os posteriores vistos por trás, devem seguir uma linha vertical da ponta da nádega ao solo. São paralelos entre si. Possui patas ovais, com dedos bem juntos e arqueados. Coxins fortes e pretos; unhas preferivelmente pretas. Seu galope característico é aquele de um corredor ao invés de velocista.

A pele é bem aderida. Apresenta pelo denso, muito longo e excepcionalmente reto e parado (standing-off). De textura áspera com pelos de cobertura retos e rígidos; nunca devem ser caídos, mas sim ser retos mesmo nos casos em que a pelagem não seja muito densa. Cor: Branco ou vermelho unicolor. Cor champanhe é tolerada, mas não desejada. 

Possui expectativa de vida bastante longa e não é raro chegar aos 16 anos.

Comportamento e cuidados

Comportamento e cuidados

Carinhoso, afetivo, leal e apegado a sua família, mesmo sendo considerado um cão independente. É um bom companheiro para crianças, pois lhe agrada muito brincar com elas. 

É um ótimo cão de guarda, estando sempre vigilante e alerta. É reservado com estranhos e costuma latir vigorosamente ao menor ruído suspeito. É bastante alegre, brincalhão e vivaz. Assim são necessárias atividades físicas e mentais diárias que o desafiem para que gaste sua energia. Adapta-se a diferentes espaços e situações, desde que seja adequadamente exercitado.

Tende a ser dominante e até mesmo teimoso, e apesar de inteligente e obediente, seu treinamento deve ser conduzido com cuidado, porém com firmeza. A socialização com outras pessoas e animais também é importante e deve ser instruída desde cedo.

Seus pelos devem ser escovados com frequência e periodicamente tosados. Os ouvidos devem ser observados e limpos regularmente para evitar infecções.

Predisposição à doenças

Oftálmicas

Luxação do cristalino

Referências bibliográficas

Padrão Oficial da Raça Volpino Italiano. CBKC. Disponível em: <http://cbkc.org/application/views/docs/padroes/padrao-raca_126.pdf>

Volpino Italiano. UKC. Disponível em: <https://www.ukcdogs.com/volpino-italiano>

Volpino Italiano. Mundo Animal. Disponível em: < http://mundoanimal.net.br/volpino-italiano/>

Ficha do Volpino Italiano. CachorroGato. Disponível em: <http://www.cachorrogato.com.br/racas-caes/volpino-italiano/>

Volpino Italiano. ENCI - Ente Nazionale della Cinofilia Italiana. Disponível em: < http://www.enci.it/libro-genealogico/razze/volpino-italiano>

Cani di razza: Volpino italiano. Pet Passion Blog. Disponível em: <https://www.petpassion.tv/blog/cani-di-razza-volpino-italiano-29642>

Volpino Italiano. Pet Md. Disponível em: < https://www.petmd.com/dog/breeds/c_dg_volpino_italiano>

Volpino Italiano. Arca de Noé. Disponível em: <http://www.arcadenoe.pt/raca/volpino_italiano/564>

Lowell J. Ackerman. The Genetic Connection: A Guide to Health Problems in Purebred Dogs. American Animal Hosp Assoc, 2011. 329 p.

Imagem: Disponível em: <http://escabiose.com.br/volpino-italiano/>